Uma leitura feita em análise pela Realce antes mesmo da divulgação da mais recente pesquisa do Instituto Veritá (TRE-SE 08857/2026) já apontava exatamente o desenho que agora começa a se confirmar nos números da disputa pela Casa Alta em 2026: um nome de centro-direita pode acabar sendo o maior beneficiado da reestruturação e da pulverização dos votos do campo conservador.
Nos bastidores, a avaliação é que o crescimento simultâneo de vários nomes disputando praticamente o mesmo eleitorado conservador e antipetista acabou criando um cenário completamente diferente daquele que muitos imaginavam no início da pré-campanha.
Alessandro Vieira (MDB) voltou a crescer impulsionado pelos embates nacionais envolvendo o STF e ministros da Corte. André David (Republicanos) passou a avançar justamente sobre o eleitorado mais ideológico da direita na capital. Rodrigo Valadares (PL), por sua vez, segue tentando preservar espaço dentro do bolsonarismo sergipano. Já Eduardo Amorim (Republicanos) também aparece ocupando uma fatia importante desse mesmo campo político.
Com isso, a tendência observada nos bastidores é de que a fragmentação do eleitorado conservador termine favorecendo justamente um nome com perfil mais moderado, trânsito em diferentes grupos políticos e menor rejeição fora da bolha ideológica. É exatamente nesse ponto que André Moura (UB) passou a ser enxergado como um dos principais beneficiados da nova configuração da disputa.
E a própria pesquisa Veritá reforçou essa percepção. Enquanto Rogério Carvalho (PT) aparece liderando o cenário espontâneo, demonstrando força consolidada da esquerda na disputa, AM surge na liderança do primeiro voto estimulado, conseguindo avançar em um ambiente marcado pela divisão intensa da direita.
Nos bastidores, aliados avaliam que isso pode se transformar em vantagem competitiva justamente em uma eleição onde o excesso de pré-candidaturas conservadoras ameaça diluir votos decisivos.


