A passagem do presidente Lula (PT) por Sergipe nesta sexta-feira, 29, repercutiu nacionalmente e colocou o estado no centro do debate político e econômico do país. Veículos como Valor Econômico, G1, UOL, Poder360, Exame e Correio Braziliense destacaram diferentes momentos da agenda presidencial, que reuniu anúncios bilionários da Petrobras, discussões sobre soberania nacional e bastidores para o Supremo Tribunal Federal.
O principal destaque da agenda foi a confirmação de mais de R$ 72,5 bilhões em investimentos da Petrobras em Sergipe. O anúncio consolidou o estado como uma das prioridades estratégicas da estatal e fortaleceu a expectativa de que Sergipe se torne o maior produtor de petróleo e gás do Nordeste, além de viver um dos maiores ciclos de desenvolvimento econômico de sua história nas próximas décadas.
Também ganhou grande repercussão nacional o anúncio de Lula, durante o evento em Sergipe, de que pretende reenviar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
“Eu vou mandar por respeito à função presidencial. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica”, disse. “Então, o Senado diga: ‘Eu não vou votar em você porque você é um advogado mequetrefe, porque você não é advogado coisa nenhuma, você é ladrão, bateu na sua mulher’. O que não pode é derrotar simplesmente por derrotar”, completou o presidente.
Outro momento que repercutiu ocorreu quando o senador Laércio Oliveira (PP), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de vaias durante o evento na FAFEN, em Laranjeiras. Lula interrompeu o momento, pediu respeito ao parlamentar e ressaltou que a agenda era institucional e não partidária.
“Pessoal, este é um ato da Petrobras, e o senador está aqui convidado pela Petrobras e pelo governo. Ele não é um intruso”, disse o presidente. “É importante saber que muitas vezes precisamos conversar com gente que não combina com a gente eleitoralmente, mas é um senador da República e, portanto, merece respeito”, completou.
No estado, Lula também fez sua primeira manifestação pública sobre a decisão dos Estados Unidos de classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Durante discurso em Sergipe, afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas e defendeu a soberania nacional. “Nós não aceitamos ser tratados como moleques. O Brasil vai combater o crime organizado internamente, sem aceitar interferência de nenhum país”, declarou.


