A pouco mais de quatro meses das eleições de 2026, a disputa pelas duas vagas ao Senado em Sergipe começa a ganhar forma, especialmente após semanas de alternância entre nomes que oscilaram conforme ganharam protagonismo, força ou espaço nos debates nacionais. Mas apesar da movimentação intensa em torno da segunda cadeira, a grande certeza hoje dentro da classe política sergipana é a consolidação do senador Rogério Carvalho (PT) como favorito absoluto para a primeira vaga.
A avaliação predominante nos bastidores é de que Rogério conseguiu construir uma pré-candidatura alicerçada em diferentes pilares: o peso do mandato, o protagonismo nacional dentro do PT, a prioridade dada pelo partido à sua reeleição e, sobretudo, a ligação direta com o presidente Lula (PT). A recente passagem do chefe do Executivo por Sergipe reforçou ainda mais essa percepção, principalmente diante da consolidação de um palanque robusto no estado, fator que pode ampliar ainda mais a força eleitoral do senador petista nos próximos meses; e do fato de que já ampliou ainda mais sua vantagem sobre seus adversários, diante de investimentos robustos e históricos que garantiu para o estado, fazendo parte das articulações.
Enquanto isso, a disputa pela segunda vaga segue marcada por oscilações constantes. O deputado federal Rodrigo Valadares (PL), que chegou a despontar como um dos favoritos ao embalo do bolsonarismo e que perdeu intensidade diante da fragmentação do eleitorado conservador, agora volta a crescer e a expectativa é de que cresça ainda mais com a provável visita de Flávio Bolsonaro (PL) a Sergipe neste mês.
Outro nome que começa a ganhar musculatura, voltando ao jogo, é o do ex-deputado André Moura (UB).
Por outro lado, nos bastidores da classe política, o ex-senador Eduardo Amorim (Republicanos) já começa a ser tratado por muitos como carta fora do baralho na disputa, cenário semelhante ao vivido pelo ex-prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira (PDT). Apesar de ainda manterem presença no debate eleitoral, ambos não conseguem transmitir atualmente sensação real de competitividade ou empolgação de vitória entre aliados e lideranças políticas.
Já o delegado André David (Republicanos) segue como uma incógnita dentro da corrida, embora tenha surpreendido positivamente nos primeiros levantamentos; e Alessandro Vieira (MDB), mesmo tendo recuperado fôlego recentemente com seus embates com ministros, voltou a encolher.


