Segue repercutindo a renúncia de Lúcio Flávio ao comando do diretório municipal do PL em Aracaju. E em declaração exclusiva à Realce, a presidente estadual do partido, Moana Valadares, levantou a hipótese de que o vereador tenha sido pressionado pela prefeita Emília Corrêa (Republicanos) não apenas a deixar a presidência da legenda na capital, mas também a recuar de sua pré-candidatura a deputado estadual em 2026.
Segundo Moana, em nenhum momento o PL exigiu que Lúcio escolhesse entre permanecer como vice-líder da prefeita na Câmara Municipal ou continuar à frente do partido em Aracaju. “Nós nunca exigimos do vereador Lúcio que ele rompesse com a prefeita Emília, que devolvesse os cargos e espaços que ele tem na administração ou deixasse de fazer as suas defesas enquanto vice-líder. Pelo contrário, sempre tivemos uma postura de compreensão”, afirmou.
A vereadora disse não compreender os motivos apresentados para a saída do vereador e atribuiu a decisão a possíveis pressões vindas do grupo da prefeita. “Acredito que da outra parte não houve essa compreensão para com ele. Acredito que houve sim pressões da parte da prefeita Emília para que ele abandonasse a presidência do PL Aracaju e para que ele desistisse da sua candidatura de deputado estadual”, declarou Moana, acrescentando que as portas do partido seguem abertas para uma eventual candidatura de Lúcio pela sigla.
Mas em caso de desistência, ela afirmou: “Espero que não seja esse o caso, mas se for, é uma pena que ele tenha cedido a essas pressões e desistido de uma cadeira tão importante para a direita na Alese”, concluiu.
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