O cientista político Carlitus Neto afirmou que pretende provocar o Ministério Público Eleitoral para analisar se a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), pode ter cometido propaganda eleitoral antecipada ao aparecer em publicações recentes usando uma camisa da Seleção Brasileira ao avesso, deixando em destaque o número 10, o mesmo número eleitoral do Republicanos.
Segundo Carlitus, a situação vai além de uma simples referência à Copa do Mundo. Para ele, o fato de a camisa ter sido utilizada ao contrário para evidenciar o número do partido pode levantar questionamentos jurídicos. “A utilização que Emília fez da camisa não é algo comum. A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral não são bobos e podem entender que isso não foi algo meramente casual”, afirmou.
Durante a análise, o cientista político citou como exemplo um caso recente envolvendo o cantor Wesley Safadão, o senador paraibano Efraim Filho e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima. Segundo ele, o Ministério Público Eleitoral entendeu que referências feitas durante um evento poderiam configurar propaganda eleitoral antecipada por estarem associadas à identidade visual utilizada na pré-campanha do senador, o que resultou em medidas judiciais para retirada de conteúdo das redes sociais.
Ao final da publicação, ele revelou que está preparando uma representação para encaminhar ao Ministério Público Eleitoral. “Estou materializando uma peça e provavelmente vou provocar também o Ministério Público Eleitoral para que se entenda se a prefeita Emília Corrêa incorreu em propaganda eleitoral antecipada ou não”, declarou.
Até o momento, não houve manifestação da prefeita ou da Justiça Eleitoral sobre o caso.


