Desde o rompimento definitivo de Emília Corrêa, dos irmãos Amorim e Valmir de Francisquinho com o PL em Sergipe, muito se especulou sobre qual seria o posicionamento do grupo diante do bolsonarismo no estado. Permaneceriam alinhados ao projeto político da família Bolsonaro? Adotariam uma postura de neutralidade? Ou tentariam seguir usufruindo da identificação de parte do eleitorado conservador sem assumir compromissos com as pautas defendidas pela direita bolsonarista?
Nesta semana, em declaração exclusiva à Realce, o deputado federal Rodrigo Valadares, que recebeu a chancela do clã Bolsonaro para liderar o palanque bolsonarista em Sergipe, lançou um desafio ao grupo para que todos se engajem na missão de fortalecer a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. E agora resta saber se estarão dispostos a vestir a camisa do filho 01 do ex-presidente.
Eles têm sido frequentemente cobrados por setores do bolsonarismo por evitarem o desgaste político de assumir o ônus em pautas delicadas de Bolsonaro, como nos debates sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, a prisão domiciliar do ex-presidente e outras bandeiras que mobilizam a base mais fiel do bolsonarismo.
E com Flávio Bolsonaro cada vez mais próximo de disputar a Presidência da República e sem um nome próprio do Republicanos, a tendência é que a pressão aumente. Emília, Valmir e os Amorim terão de decidir se entrarão de vez na campanha nacional do bolsonarismo em Sergipe ou se continuarão em cima do muro, algo que, diga-se de passagem, costuma custar bastante caro na política.
Michelle e Nikolas também vêm a Sergipe
E por falar em bolsonarismo, a Realce apurou com exclusividade que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira também devem cumprir agenda em Sergipe nos próximos meses. A movimentação faz parte de uma estratégia da direita nacional para fortalecer o bolsonarismo no Nordeste.
Consórcio em xeque
A decisão da prefeita Emília Corrêa de não acatar o posicionamento da maioria dos prefeitos do Consórcio Metropolitano de Transporte nesta semana sobre a assinatura das ordens de serviço das empresas vencedoras da licitação abriu um debate inevitável nos bastidores: afinal, qual passa a ser a utilidade prática do Consórcio se uma decisão coletiva pode ser simplesmente ignorada pelo maior município da região?
Teria pressionado?
Agitou os bastidores da política sergipana nesta semana a decisão do vereador Lúcio Flávio de deixar a presidência do PL em Aracaju. E rapidamente o movimento passou a alimentar diversas especulações, coma a de que a prefeita Emília teria pressionado o parlamentar a deixar o posto, e a de que ele não disputará mais as eleições deste ano.
PT ganha reforço
O PT passa a contar oficialmente com mais um nome na disputa por uma vaga na Câmara Federal. Em conversa exclusiva com a Realce, Andresa Nascimento confirmou que colocará seu nome à disposição do partido nas eleições de 2026. A ex-secretária de Lagarto destacou que a decisão foi fruto de conversas e amadurecimento político ao longo dos últimos meses.
Dois federais
Com o cenário ganhando forma no PT para a disputa proporcional de 2026, o ex-ministro Márcio Macedo acredita que a legenda tem potencial para eleger até dois deputados federais em Sergipe. Em conversa com a Realce, ele defendeu o fortalecimento da chapa petista até o período das convenções e afirmou que, com os ajustes necessários, o partido pode construir uma nominata robusta e competitiva para ampliar sua representação na Câmara dos Deputados.
Nome mais cotado
Nos bastidores de Brasília, cresce a expectativa de que o senador Rogério Carvalho (PT) possa assumir a relatoria da PEC que trata do fim da escala 6×1. Caso se confirme, a escolha colocará o sergipano novamente em posição de destaque em uma das discussões mais importantes do país atualmente, reforçando seu protagonismo no Senado e sua ligação com pautas defendidas pelos trabalhadores.
Sérgio x Gustinho
O prefeito de Lagarto, Sérgio Reis (PSD), não tem deixado dúvidas sobre quem considera responsável pela suspensão dos grandes shows do Festival da Mandioca. Para o gestor, a denúncia que levou à decisão partiu do grupo liderado por Gustinho e Hilda Ribeiro, impactando diretamente diversos ambulantes e outros setores da economia da cidade.
Ainda não definiu
Com as eleições de 2026 se aproximando, um dos grandes questionamentos nos bastidores da política sergipana diz respeito aos nomes que irão compor as chapas majoritárias na disputa pelo Governo do Estado. Até o momento, a única definição é a do governador Fábio Mitidieri (PSD), que já confirmou Jeferson Andrade como seu pré-candidato a vice. Questionado pela Realce nesta semana, o pré-candidato ao governo Ricardo Marques afirmou que a decisão sobre seu companheiro de chapa deve ser anunciada em breve.
Ainda não definiu II
Já Valmir, questionado nesta semana sobre a possibilidade de ter a ex-superintendente Priscila Felizola como vice, preferiu não cravar uma resposta. O nome dela enfrenta resistência dentro de setores do agrupamento. Nos bastidores, há quem considere a aproximação do itabaianense com Belivaldo contraditória, já que até pouco tempo atrás os dois lados trocavam duros ataques. Além disso, aliados avaliam que a composição pode impactar negativamente no projeto de reeleição da prefeita Emília em 2028.


