Nos bastidores da classe política, há uma avaliação praticamente consensual de que a disputa por vagas na Câmara Federal em 2026 será uma das mais acirradas da história recente de Sergipe, algo que a Realce abordou com exclusividade ainda em 2023. E dentro desse cenário, as projeções apontam que a Federação União Progressista, hoje o maior bloco do Congresso Nacional, deverá conquistar duas cadeiras pelo estado, havendo ainda um cenário mais remoto para a obtenção de uma terceira vaga.
Entre os nomes que compõem a chapa, quem aparece com o cenário mais favorável é a deputada federal Yandra Moura (UB), que foi a mais votada do estado em 2022 e chega à nova disputa respaldada pela visibilidade do mandato, pela estrutura política do agrupamento e pelo capital eleitoral acumulado nos últimos anos, podendo estar entre os três mais votados.
E já que são duas cadeiras projetadas para a federação, a principal disputa agora passa a ser pela segunda vaga. É justamente neste cenário que três nomes aparecem como os mais competitivos: Levi Oliveira (PP), Capitão Samuel (UB) e Gustinho Ribeiro (PP).
Levi surge como uma das novidades da disputa. Sobrinho do senador Laércio Oliveira, ele aposta na força política e na capilaridade do grupo progressista para construir uma candidatura competitiva. Nos bastidores, é visto como um dos nomes capazes de surpreender, repetindo o fenômeno observado em 2022, quando muitos analistas não apontavam o favoritismo de Laércio para o Senado e ele acabou conquistando a vaga, conforme já analisado pela Realce.
Já Capitão Samuel busca retornar ao Congresso Nacional após ter exercido mandato como deputado federal por alguns meses ocupando a vaga de Thiago de Joaldo. Com forte identificação junto ao eleitorado conservador e às forças de segurança, ele chega mais estruturado do que em 2022.
E entre os três nomes, quem enfrenta o cenário mais desafiador é Gustinho. O deputado chega à pré-campanha carregando desgastes acumulados nos últimos meses, entre eles a grande repercussão negativa da assinatura na emenda que previa o adiamento do fim da escala 6×1 para 2036 e o apoio à chamada “PEC da Blindagem”, temas que ainda geram críticas ao seu mandato. Soma-se a isso a derrota do seu agrupamento em Lagarto nas eleições de 2024, que tem marcas até hoje, especialmente por ser o principal reduto eleitoral da família, além da saída de lideranças e aliados que vinham compondo sua base em diferentes regiões do estado.

