O governador Fábio Mitidieri (PSD) comentou ontem, 18, sobre o impasse envolvendo o Consórcio do Transporte Metropolitano e a posição adotada pela prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), que defende a saída da capital do modelo atualmente vigente. E à Realce, o chefe do executivo estadual afirmou que a discussão tem caráter técnico e criticou tentativas de politizar o debate.
Segundo Fábio, as decisões relacionadas ao consórcio devem respeitar a vontade da maioria dos entes que compõem o colegiado. O governador lembrou que, após as eleições municipais de 2024, os quatro prefeitos que integram o consórcio eram de primeiro mandato e que, desde o início, se comprometeu a acatar as decisões tomadas pelo grupo.
“Eu sempre coloquei que iria respeitar a vontade deles. E assim fiz. Agora, esses mesmos quatro prefeitos tiveram, de maneira majoritária, uma mudança de posição e eu respeitei essa mudança”, afirmou.
O governador também reagiu às tentativas de incluí-lo diretamente no embate político envolvendo o tema. “Tentar me trazer para essa discussão é tentar politizar um problema que é técnico, que é de gestão. A gente tem que ter muito cuidado para separar as coisas, porque a eleição está chegando, mas não é hoje. Agora é hora de fazer gestão”, declarou.
Fábio ainda defendeu que a condução do consórcio seja feita por meio do diálogo e da construção coletiva entre os municípios e o Governo do Estado. “Gestão não se faz com imposição, se faz com diálogo, com construção. Dentro de um consórcio, é preciso dialogar com os outros municípios e com o Governo do Estado para que as posições possam prevalecer dentro de uma articulação política”, concluiu.
A declaração de Fábio ocorre em meio ao acirramento do debate sobre o futuro do transporte metropolitano. Na última reunião do Consórcio, a maioria dos gestores decidiu defender a retomada das ordens de serviço da licitação realizada em 2024, enquanto a prefeita Emília Corrêa se posicionou contra a medida e anunciou que Aracaju não acatará a deliberação, aprofundando o impasse entre a capital e os demais integrantes do colegiado.


