A pouco mais de três meses do pleito de 2026, as pesquisas divulgadas até o momento apontam uma tendência que vem se repetindo em praticamente todos os levantamentos realizados no estado: a liderança do governador Fábio Mitidieri (PSD) na disputa pela reeleição. Seja em sondagens de institutos locais ou nacionais, o atual chefe do Executivo aparece à frente dos adversários nos principais cenários testados, consolidando um panorama bastante diferente daquele observado em 2022.
Levantamentos realizados por institutos como França, CTAS, Positiva, ECM, Unidade de Informação e W1 colocaram Mitidieri na primeira colocação em diferentes momentos do ano.
No campo dos institutos nacionais, a Real Time Big Data divulgou, em maio, levantamento registrado sob o número SE-06384/2026, em que Fábio apareceu com 41% das intenções de voto, contra 38% de Valmir de Francisquinho. Em uma eventual disputa de segundo turno, o governador também liderou, alcançando 44% contra 41% do ex-prefeito de Itabaiana. O levantamento foi repercutido nacionalmente por veículos como CNN Brasil, Veja e Brasil de Fato.
Mas o dado mais significativo surgiu nas pesquisas mais recentes. O levantamento do Instituto CTAS, divulgado agora em junho, foi o primeiro a apontar um cenário em que Fábio apareceria reeleito ainda no primeiro turno, reforçando o momento positivo vivido pelo governador e consolidando uma tendência observada desde o início do ano.
Esse conjunto de números ajuda a explicar por que a eleição de 2026 é vista por analistas como uma disputa completamente diferente daquela ocorrida há quatro anos.
Naquele período, Valmir de Francisquinho (Republicanos) chegou fortalecido pela narrativa vitimista que convenceu até mesmo os mais críticos. Quatro anos depois, boa parte desses elementos já não existe mais ou perdeu força, principalmente diante de seus diversos desgastes políticos e imbróglios jurídicos. Também pesam contra ele suas diversas polêmicas e alianças contráditórias; escândalos de corrupção, que até mesmo o próprio chegou admitir culpa ao tentar firmar acordo com MP; ataques contra aliados, e
episódios que o fizeram perder apoio, especialmente da direita, que era sua espinha dorsal em 2022.
Outro fator que diferencia os dois momentos é justamente a situação de Fábio. Em 2022, o então candidato precisava convencer o eleitorado de que estava preparado para governar Sergipe. Agora, chega a disputa com uma gestão consolidada e que deve ser seu principal cabo eleitoral. Obras estruturantes, investimentos bilionários, programas estaduais fortalecidos, parcerias com o Governo Federal e uma ampla base de apoio transformaram o governador em uma figura muito mais competitiva do que aquela que entrou na disputa há quatro anos.

