A nova crise enfrentada pela gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), após a apreensão de R$ 240 mil com um servidor da Secretaria Municipal da Educação, reacendeu um debate que já vinha ganhando força há meses nos bastidores: o suposto poder de Edivan Amorim (Republicanos) na Prefeitura de Aracaju. Desta vez, quem reforçou essa análise foi o vereador Elber Batalha (PSB), líder da oposição na Câmara Municipal, ao reagir à declaração da gestora de que só teria tomado conhecimento do caso por meio da imprensa.
Para Elber, a fala de Emília é, por si só, um indicativo de esvaziamento da autoridade política da gestora dentro da própria administração. “Se Emília soube pela imprensa é porque não manda na prefeitura. Ela delegou a gestão a Edivan Amorim, quem manda na prefeitura é Edivan Amorim. Já disse isso várias vezes: que Emília é a prefeita de direito, mas de fato é Edivan Amorim. Ela não tem noção do que acontece”, afirmou à imprensa, acrescentando ainda que “aquela vereadora aguerrida, transparente morreu”.
Nos bastidores, as informações são de que Edivan já teria influência direta sobre 70% a 80% das secretarias municipais, sobretudo as pastas com maior orçamento. Nesse cenário, segundo críticos da gestão, Emília estaria apenas ocupando formalmente o cargo, enquanto as decisões estratégicas da administração estariam concentradas nas mãos dos irmãos Amorim.
A prefeita já se posicionou sobre esse tipo de acusação, negando que a administração esteja sendo conduzida pelos irmãos Amorim e afirmando que há uma tentativa recorrente de deslegitimar mulheres em posições de liderança, ao atribuir a homens, nos bastidores, o poder de decisão sobre a gestão.

