A Realce vem trazendo uma série de análises sobre as eleições de 2026 e a corrida do Senado é, com certeza, uma das disputas que a revista vem analisando com maior frequência devido às mudanças radicais que acontecem durante o pleito.
O único nome que mostra consistência e que continua sendo favorito durante toda pré-campanha é o do senador Rogério Carvalho (PT).
No grupo liderado por Emília Corrêa (Republicanos) e os Amorins, por exemplo, a situação não é nada boa, tendo em vista que já há um certo temor de que o escândalo na educação da atual gestão na capital possa impactar seus pré-candidatos ao Senado, principalmente Eduardo Amorim (Republicanos), irmão da secretária da SEMED, Edna Amorim.
Rodrigo Valadares (PL) busca manter o eleitorado bolsonarista unido em torno de seu projeto, contando com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de Flávio Bolsonaro (PL) e de outros nomes do clã. E, para isso, tem reforçado nessas últimas semanas o seu discurso conservador, mantendo até mesmo destaque nacional na defesa do bolsonarismo. O mesmo caminho tem sido seguido por Coronel Rocha (PL), mas sem a mesma projeção do deputado federal.
Alessandro Vieira (MDB), mesmo tendo recuperado fôlego recentemente com seus embates com ministros, voltou a encolher, mas já tem feito movimentos, mesmo que discretos, na tentativa de voltar ao jogo. Outro que tem feito várias movimentações nesse sentido, reunindo diversos prefeitos, vereadores e lideranças em apoio a sua pré-candidatura é André Moura (UB), que pode surpreender.
Todos, porém, enfrentam desafios distintos para ampliar seus espaços e reduzir rejeições em segmentos específicos do eleitorado. E até a eleição, o jogo ainda pode sofrer mudanças importantes. A definição das chapas majoritárias, o peso das estruturas partidárias, o comportamento do eleitor em relação ao segundo voto, o desempenho das campanhas no interior e na Grande Aracaju, além do impacto das pesquisas e do cenário nacional, deverão influenciar diretamente a disputa.


