O senador Rogério Carvalho (PT) afirmou, em declaração exclusiva à Realce, que enxerga seu mandato como uma espécie de trincheira em defesa das minorias, dos trabalhadores e dos segmentos populares em um Congresso Nacional cada vez mais pressionado por interesses econômicos e por pautas que, segundo ele, se contrapõem aos direitos sociais.
Ao ser questionado sobre o que faz sua permanência no Senado ser importante, o petista respondeu que hoje há, na Câmara e no Senado, “muitos parlamentares que se opõem à luta das mulheres, à luta dos trabalhadores, à luta das organizações que se preocupam com o povo mais pobre, pequeno agricultor”.
Na avaliação de Rogério, boa parte da população brasileira segue sem estrutura de representação em Brasília. “Toda essa parcela da sociedade, que é a maioria da população brasileira, não tem lobby lá em Brasília, não tem uma empresa de consultoria para poder orientar, para poder ir nos parlamentares”, afirmou. A partir disso, o senador defendeu a necessidade de mandatos comprometidos com sindicatos, associações, cooperativas, mulheres, mães atípicas e demais grupos que, segundo ele, não contam com uma voz organizada no Congresso para defender seus interesses.
A fala reforça o papel que Rogério vem consolidando dentro do Senado nos últimos anos. Um dos principais articuladores do governo do presidente Lula (PT) no Congresso, o sergipano passou a ocupar posição estratégica em debates centrais do Planalto e da esquerda, sendo considerado essencial para as minorias.
“É preciso que a gente tenha mandatos comprometidos com as causas de todos esses segmentos”, disse. “O meu mandato está a serviço disso”, completou, ao sustentar que seu espaço no Senado segue voltado à defesa de grupos que, segundo ele, permanecem à margem dos centros de poder em Brasília.


