A guerra da direita sergipana parece estar cada vez mais longe do fim, diante de sucessivos episódios que vêm acontecendo no estado, expondo uma disputa pelo comando do campo conservador e sobre quem, de fato, representa o bolsonarismo em Sergipe. Desta vez, o vereador de Aracaju Lúcio Flávio (PL) voltou a subir o tom contra a presidente estadual do PL, Moana Valadares, após os recentes embates entre ambos e publicou uma série de vídeos longos com novas acusações nesta sexta-feira, 10.
Nas declarações, Lúcio afirmou que passou a ser alvo de ataques, difamações, perseguições e até de uma “máquina de destruição de reputação” depois de ter renunciado à presidência do diretório municipal do PL em Aracaju. Segundo ele, a decisão foi tomada por coerência, após o rompimento entre o grupo liderado por Rodrigo e Moana com a prefeita Emília Corrêa (Republicanos), já que ocupava posição de liderança tanto no partido quanto na base da gestora.
E ao justificar sua permanência no agrupamento de Emília, o vereador acusou Moana de ter reagido sem respeito à sua saída do comando da legenda e de ter incentivado uma ofensiva política contra ele.
Lúcio também voltou a fazer um resgate da própria trajetória na direita sergipana para rebater insinuações de que teria se afastado do bolsonarismo. Ele afirmou que milita no campo conservador desde 2014, que apoiou Jair Bolsonaro em 2018 e que não aceita ter sua história questionada por quem, segundo ele, “chegou agora”. “Moana chegou agora. Rodrigo chegou agora. Quando eles chegaram, eu já estava. Tanto na direita, quanto no bolsonarismo, quanto no PL. Eles precisam respeitar a minha história”, disparou, ampliando a disputa por legitimidade dentro do campo conservador sergipano.


