O pré-candidato a deputado federal Wellington Camargo (PL) afirmou ter sido vítima de discriminação ao tentar solicitar um carro por aplicativo, em Aracaju. Cadeirante, ele relatou que teve seis corridas recusadas consecutivamente após informar, no momento da solicitação, que o passageiro utilizava cadeira de rodas.
Diante do episódio, Wellington anunciou que pretende recorrer ao Judiciário para responsabilizar a plataforma e cobrar medidas de combate à discriminação.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele contou que precisava apenas se deslocar até uma igreja enquanto seu veículo estava na oficina. Segundo Camargo, as recusas ocorreram exclusivamente após a identificação de que o passageiro era cadeirante. “Foram uma, duas, três, quatro, cinco, seis chamadas, e todas as seis recusadas. O motivo da recusa? Simplesmente porque nós citamos na chamada que era um cadeirante que estaria sendo conduzido”, declarou.
Durante o pronunciamento, o pré-candidato criticou o preconceito enfrentado por pessoas com deficiência e afirmou que o caso evidencia a necessidade de maior conscientização e respeito aos direitos desse público. “Chega de preconceito. Nós não queremos privilégios. Nós só queremos os nossos direitos. Nós, cadeirantes, somos seres humanos como qualquer um”, afirmou.
Wellington disse ainda que está reunindo provas para ingressar com uma ação judicial contra o aplicativo. “Resolvi tomar uma atitude mais enérgica. Juntando todas as provas, irei entrar na Justiça para processar esse aplicativo, para que eles possam aprender a instruir melhor os seus motoristas a não terem discriminação contra qualquer pessoa”, declarou.
A legislação brasileira garante às pessoas com deficiência igualdade de acesso aos serviços oferecidos ao público, sendo vedadas práticas discriminatórias, conforme previsto na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).


