A consolidação do palanque bolsonarista em Sergipe tem alimentado uma avaliação recorrente entre aliados de Ricardo Marques (PL): a de que sua pré-candidatura ao Governo do Estado pode atravessar um processo semelhante ao vivido por Flávio Bolsonaro (PL) no cenário nacional.
A comparação parte do entendimento de que ambos iniciaram a pré-campanha cercados por desconfiança e aparecendo atrás dos principais adversários nas pesquisas, mas passaram a ganhar maior protagonismo após assumirem a condição de principais representantes da direita em suas respectivas disputas.
E também no entendimento de integrantes desse grupo, é justamente o capital eleitoral de Bolsonaro que pode favorecer Ricardo Marques ao longo da campanha. Desde que foi confirmado como o nome do novo palanque da direita em Sergipe, o vice-prefeito de Aracaju passou a concentrar o apoio das principais lideranças bolsonaristas no estado, incluindo do próprio clã Bolsonaro. Em declarações recentes, o próprio Ricardo também tem minimizado o peso das pesquisas iniciais, afirmando que os levantamentos retratam apenas o momento da disputa e que sua prioridade é ampliar o contato com o eleitorado nas ruas.
No caso de Flávio Bolsonaro, hoje considerado o principal nome da direita para enfrentar Lula na eleição presidencial de 2026, o senador passou a ocupar um espaço que, meses atrás, era tratado com ceticismo por parte de analistas e adversários. A avaliação dentro do PL é que, guardadas as diferenças entre os cenários nacional e estadual, Ricardo poderia seguir uma trajetória semelhante caso consiga converter o eleitorado bolsonarista em intenção de voto e ampliar sua presença durante a campanha, ainda mais conforme nomes do clã visitarem o estado, em apoio a sua pré-candidatura e fortalecendo o novo palanque da direita, que também conta com Rodrigo Valadares e Coronel Rocha.


