A delegada Danielle Garcia (MDB), pré-candidata à Assembleia Legislativa de Sergipe, comentou neste sábado, 25, durante declaração à Realce, a informação revelada com exclusividade pela revista sobre o suposto atendimento diferenciado ao sogro da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), no Hospital Municipal Nestor Piva. Para ela, caso as denúncias sejam confirmadas, a situação pode caracterizar violação aos princípios da administração pública.
A polêmica veio à tona após a Realce divulgar denúncias de que o sogro da prefeita teria sido hospitalizado no Nestor Piva e recebido tratamento especial na unidade, com o suposto isolamento de uma área e utilização de estrutura diferenciada durante o atendimento. O caso repercutiu amplamente e motivou questionamentos sobre eventual privilégio no uso da rede pública de saúde.
E ao comentar o episódio, Danielle afirmou que é positivo quando gestores utilizam os serviços públicos, mas ponderou que qualquer favorecimento a familiares é incompatível com os princípios da administração pública. “Se por um lado é louvável que o gestor vá para a rede pública, inclusive para experimentar um pouco da gestão, por outro, a gente fica preocupado com as notícias de que havia um certo isolamento da área, um tratamento específico, especial. A coisa pública tem que ser impessoal. Se realmente houve algum tipo de privilégio para parentes da prefeita, isso é reprovável, isso é imoral, pode configurar uma improbidade administrativa. Mas isso fica para as autoridades apurarem”, declarou.
A delegada ainda afirmou que acompanha atentamente o caso e criticou a possibilidade de gestores priorizarem interesses particulares em detrimento da população. “A gente fica preocupado de ver gestores muito mais comprometidos em agradar aos seus do que ao povo. A coisa pública é do povo”, concluiu.


