A promessa de salários de até R$ 50 mil por mês para atuar na linha de frente da Guerra da Ucrânia continua atraindo brasileiros para o conflito, apesar dos riscos. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, 35 brasileiros morreram e outros 92 estão desaparecidos desde o início da guerra, em 2022.
O Itamaraty tem reforçado a orientação para que brasileiros não aceitem ofertas de recrutamento para atuar em conflitos armados no exterior, alertando para os riscos envolvidos e para as dificuldades de assistência consular em zonas de guerra.
Além da remuneração, a Ucrânia mantém uma campanha voltada ao recrutamento de estrangeiros por meio da Legião Internacional, inclusive com materiais divulgados em português. Os voluntários são atraídos pela promessa de altos salários, benefícios e participação em missões militares, mas muitos acabam enfrentando uma realidade marcada por combates intensos, dificuldades para deixar o serviço militar e elevado risco de morte.
Em publicação do jornalista Laelson Correia, internautas se dividiram. Enquanto alguns afirmaram que o risco não compensa o retorno financeiro e defenderam que “nenhum salário vale a própria vida”, outros argumentaram que a decisão de participar do conflito é uma escolha individual e elogiaram a coragem dos voluntários. “Quem não morreu, desapareceu, e ninguém recebeu até hoje”, disse um. “Eu vou na hora”, comentou outro. “Nem que me desse R$ 5 milhões, eu não ia”, pontuou mais um.


