Numa corrida altamente acirrada, com chapas fortalecidas, lideranças regionais consolidadas e novos nomes em ascensão, o diferencial de muitos pré-candidatos a deputado federal tende a ser a capilaridade eleitoral, ou seja, a capacidade de alcançar diferentes regiões do estado, mobilizar bases políticas e transformar apoios em votos. O cenário permanece aberto, mas alguns nomes já se destacam por reunir grandes estruturas políticas e potencial competitivo.
Entre eles está o deputado federal Fábio Reis (PSD), que chega à disputa respaldado por uma extensa rede de alianças construída ao longo dos últimos mandatos, especialmente no interior do estado. A deputada Yandra Moura (UB) também permanece entre os nomes de maior alcance eleitoral, impulsionada pela expressiva votação obtida em 2022 e pela consolidação do mandato. Já Cláudio Mitidieri (PSB) desponta como um dos principais estreantes da eleição, beneficiado, principalmente, pela projeção conquistada à frente da Secretaria de Estado da Saúde. Os três figuram entre os nomes mais lembrados em levantamentos recentes sobre a disputa proporcional, o que respalda uma análise já trazida pela Realce de que podem estar entre os mais votados.
No PSD, outro duelo que chama atenção deverá ocorrer entre a deputada Delegada Katarina Feitoza e Anderson de Zé das Canas. Enquanto Katarina chega com a força do mandato, da atuação na segurança pública e de uma base distribuída em diversas regiões, Anderson desponta como uma das grandes apostas da legenda no interior do estado, o que pode levá-lo a disputar voto a voto uma das vagas da chapa.
Na oposição, Ícaro de Valmir (Republicanos) aparece como único nome com chances reais de vitória, impulsionado pelo seu capital político e pela visibilidade conquistada no mandato. No PL, Luizão Dona Trampi surge como um dos principais pré-candidatos da chapa, especialmente por ser um “bolsonarista raiz”, enquanto Moana Valadares permanece entre as apostas do eleitorado conservador. Na Federação União Progressista, Levi Oliveira e Capitão Samuel também entram na disputa com potencial competitivo, pela atuação de ambos.
Pela Federação Brasil da Esperança, João Daniel tenta renovar o mandato apoiado em uma base consolidada junto aos movimentos sociais e à agricultura familiar. Ao seu lado, Márcio Macedo leva para a campanha a experiência acumulada no governo federal, enquanto Andresa Nascimento amplia a competitividade da chapa ao reunir força em Lagarto e no centro-sul sergipano, fruto do trabalho desenvolvido na área da assistência social e das articulações construídas na região.
Apesar de alguns nomes largarem com maior capilaridade política, a definição das oito vagas dependerá da votação individual e, principalmente, do desempenho coletivo de cada chapa. No sistema proporcional, a força partidária continua sendo decisiva, o que faz com que alianças, distribuição regional dos candidatos e transferência de votos tenham peso semelhante ao da popularidade individual. Por isso, a tendência é de uma disputa marcada por poucos espaços para erros e definida nos detalhes.


