Diversos nomes anunciaram, nesta semana, a desistência de seus projetos para as eleições de 2026. E um dos casos foi o do ex-prefeito de Itabaiana, Adailton Sousa (Republicanos), que recuou da decisão de integrar a chapa de Eduardo Amorim (Republicanos) como suplente ao Senado. Nos bastidores, porém, a mudança já fortalece diversas teses, entre elas a de que ele poderá assumir o lugar de Valmir de Francisquinho (Republicanos) na disputa pelo Governo de Sergipe.
A possibilidade ganhou força diante da crescente insegurança jurídica que cerca a candidatura de Valmir. Nesta semana, o ministro Sérgio Kukina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um recurso apresentado pela defesa do ex-prefeito no processo relacionado ao caso do Matadouro. E embora a decisão ainda aguarde publicação oficial, a avaliação de juristas é de que a liminar, já considerada frágil e que vinha garantindo sua participação na disputa, perde seus efeitos, mantendo válida a condenação no escândalo de corrupção.
Com isso, sua candidatura permanece com o status de “aguardando julgamento” no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que acende o alerta vermelho no grupo.
As informações que circulam nos bastidores apontam que a retirada de Adailton da suplência teria sido pensada justamente diante da possibilidade de Valmir ter a candidatura inviabilizada. As especulações, no entanto, não surgiram agora. Antes mesmo da definição das chapas para as convenções, Adailton já era citado como um possível substituto de Valmir em caso de impedimento judicial. Naquele momento, ele trabalhava para disputar uma vaga ao Senado, mas acabou aceitando a posição de suplente de Eduardo.


