O debate em torno das medidas adotadas durante a pandemia da Covid-19 voltou a ganhar espaço entre setores conservadores, em meio a novos questionamentos sobre vacinação e políticas sanitárias. A discussão ganhou ainda mais repercussão nos últimos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recomendar mudanças no calendário de imunização infantil, em uma decisão criticada por entidades médicas norte-americanas.
E à Realce, o senador Rogério Carvalho (PT) foi questionado sobre a retomada desse discurso e fez duras críticas aos setores da direita que voltam a contestar medidas adotadas durante a crise sanitária. Médico e uma das vozes políticas mais atuantes no debate sobre a Covid-19 no Congresso, o sergipano integrou a CPI da Pandemia, realizada pelo Senado em 2021, que investigou a atuação do Governo Federal durante a emergência sanitária.
“Depois de 700 mil mortos, eles ainda querem pisar nas pessoas que perderam seus entes queridos. As pessoas que não tomaram vacina ou que demoraram a tomar vacina, que não tiveram a oportunidade de tomar vacina, pela negligência do governo Bolsonaro, devem estar revoltadas nesse momento com tanta insensibilidade e com esse desserviço à população brasileira”, disparou Rogério.
O senador também saiu em defesa da importância histórica das vacinas e citou doenças que tiveram seu impacto reduzido por meio da imunização. “Não fosse a vacina, a gente não tinha controlado a paralisia infantil. Não fosse a vacina, nós estaríamos com epidemias de sarampo perdendo milhares de vidas. Não fosse a vacina, nós não teríamos acabado praticamente com o tétano. Então, a vacina é fundamental, é o principal mecanismo de prevenção de doenças transmissíveis que a gente tem e foi o que mais ajudou a salvar vidas no mundo”, afirmou.
Rogério endureceu ainda mais o discurso contra aqueles que se posicionam contra a vacinação. “Se colocar contra a vacina é se colocar contra a vida. Essas pessoas sem luz, elas não acreditam na vida e não defendem a vida. Então, elas são contra a vacina, elas são contra medidas sanitárias para proteger a vida. O que eu posso esperar de pessoas desse tipo? Pessoas sem luz, pessoas que não têm um propósito de vida construtivo que agregue à sociedade brasileira”, completou.


