O que poderia se transformar em um problema para Anderson de Zé das Canas (PSD) acabou servindo como um verdadeiro trampolim para sua candidatura a deputado federal. O ex-prefeito soube aproveitar a polêmica envolvendo o uso do tradicional chapéu de couro na foto da urna para reforçar sua identidade política e gerar uma forte comoção principalmente junto ao povo do Sertão, onde concentra uma de suas principais bases eleitorais.
A repercussão cresceu nos últimos dias, inclusive nacionalmente, após Anderson ser intimado a substituir a fotografia apresentada no registro de candidatura, justamente por aparecer utilizando o chapéu. O candidato reagiu, defendeu que o acessório faz parte de sua imagem há anos e conseguiu transformar a discussão em uma defesa de suas origens e da própria identidade sertaneja que carrega em sua trajetória política.
E Anderson também venceu a batalha na Justiça Eleitoral. Nesta sexta-feira, 21, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) deferiu seu pedido e autorizou a utilização da fotografia com o chapéu de couro na urna. A relatora, desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, entendeu que a imagem atende às regras estabelecidas pelo TSE e que o acessório não possui conotação de propaganda eleitoral nem dificulta o reconhecimento do candidato.
No fim das contas, Anderson conseguiu transformar uma situação que poderia lhe trazer desgaste em um dos fatos de maior repercussão de sua campanha até aqui. Além de garantir o direito de manter na urna uma marca que já se tornou praticamente indissociável de sua imagem, ganhou ainda mais visibilidade e fortaleceu sua ligação com o eleitorado sertanejo. Em uma disputa acirrada pelas vagas de Sergipe na Câmara Federal, o episódio acabou dando novo impulso à candidatura e deixando o ex-prefeito ainda mais próximo de Brasília.

