O que era vendido como o início de uma nova era terminou, ao menos em sua primeira grande temporada, com um dos resultados mais duros da história recente do Confiança. O Dragão foi rebaixado para a Série D do Campeonato Brasileiro, justamente no primeiro ano sob o comando da SAF, criada cercada de expectativa, promessas de investimentos e de recolocar o principal clube sergipano em outro patamar.
Com resultado contra o Anápolis, neste sábado, que terminou com a derrota por 1 a 0 dentro de casa, o lanterna da Série C tem rebaixamento confirmado para a quarta divisão nacional.
O resultado vai totalmente na contramão do discurso apresentado durante a implantação do projeto da SAF. Rodolfo Landim chegou a projetar o Confiança entre os cinco maiores clubes do Nordeste e na Série A em até seis anos.
E alguns dos questionamentos feitos antes mesmo da consolidação da SAF voltam agora ao debate. A Realce, inclusive, alertou na época para os riscos envolvidos no modelo, repercutiu críticas de torcedores ao tamanho do aporte inicial e questionou até onde o projeto seria exclusivamente esportivo, sendo posteriormente duramente atacada.
Dentro de campo, porém, o primeiro grande choque de realidade chegou rápido. Lanterna da Série C e pressionado durante praticamente toda a reta final, o Confiança não conseguiu reagir e acabou descendo para a quarta divisão nacional.
O rebaixamento não significa, por si só, o fracasso definitivo de um projeto pensado para vários anos. Mas transforma a cobrança sobre a SAF e seus gestores. Depois de tantas expectativas criadas em torno de profissionalização, investimentos e crescimento, a primeira temporada termina na direção oposta, com o maior clube do estado descendo mais um degrau no futebol brasileiro.

