Sergipe possui diversas disputas regionais que deverão marcar as eleições de 2026 e, consequentemente, servir de termômetro para as eleições municipais de 2028, reforçando o peso que o pleito terá para medir a força dos principais adversários políticos por todo o estado. A votação de outubro permitirá avaliar a capacidade de transferência de votos de prefeitos, ex-prefeitos e lideranças que, daqui a dois anos, estarão novamente envolvidos diretamente nas disputas pelo comando dos municípios.
Alguns casos chamam atenção justamente porque envolvem nomes diretamente ligados aos atuais gestores. Em Lagarto, as apostas de Sérgio Reis (PSD) são Fábio Reis (PSD) e Ibrain de Valmir (PV). Em Laranjeiras, o prefeito Juca de Bala terá como uma de suas principais missões garantir uma votação expressiva ao filho, Antônio Bala (MDB), candidato a deputado estadual. Em Aquidabã, a prefeita Ana Helena (UB) terá nas urnas o desempenho de sua candidata, Lidiane Lucena (UB), como uma demonstração da força de seu agrupamento. Situação semelhante ocorre em Umbaúba, onde a prefeita Juliana Cardoso aposta em Jorginho Araújo (PSD); em Socorro, com Samuel Carvalho (MDB) e Fábio Henrique (MDB); enquanto Cristinápolis terá o prefeito Sandro trabalhando pelo fortalecimento da candidatura da deputada federal Katarina Feitoza (PSD). Em Itabaiana, a aposta da gestão e do grupo de Valmir é Marcos Oliveira (Republicanos), além de Ícaro de Valmir (Republicanos).
O mesmo cenário se repete em outras regiões. Em Salgado, o prefeito Givanildo Costa (PT) terá no desempenho de Netinho Guimarães (UB) uma importante demonstração de sua capacidade de liderança eleitoral no município. Já em Estância, o prefeito André Graça (PSD) terá o desafio de entregar uma votação robusta ao seu aliado Gilson Andrade (MDB).
Nesses e outros casos semelhantes, não estará em jogo apenas o resultado individual dos candidatos. Uma votação acima das expectativas fortalece o prefeito, amplia seu poder de articulação e passa a mensagem de que seu grupo continua com capacidade de mobilizar o eleitorado.
Prefeitos que conseguirem colocar seus candidatos na liderança ou entregar vantagens expressivas chegarão fortalecidos à montagem dos projetos de 2028, inclusive na escolha de sucessores e na formação de alianças. Já resultados abaixo do esperado poderão estimular adversários e revelar espaços para o crescimento da oposição.


