Relator de uma das principais pautas atualmente em discussão no Congresso, o senador Rogério Carvalho (PT) apontou à Realce a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) como o maior avanço previsto em seu relatório sobre a PEC da Segurança Pública. O sergipano também subiu o tom contra Flávio Bolsonaro (PL) ao comentar as movimentações da oposição ao governo Lula (PT) para tentar adiar a votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1.
Para Rogério, colocar o Susp na Constituição permitirá avançar principalmente na integração operacional das forças de segurança de todo o país. “O mais importante é a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, a integração operacional de todas as forças policiais de segurança do Brasil no combate ao crime organizado”, afirmou. A proposta estabelece um novo modelo de cooperação entre União, estados e municípios e também constitucionaliza os fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário Nacional.
Rogério apresentou nesta semana que seu relatório será favorável à PEC 18/2025 e optou por manter o texto aprovado pela Câmara. A estratégia evita que a matéria precise retornar aos deputados caso seja aprovada pelo Senado e busca acelerar sua entrada em vigor. A votação na CCJ está prevista para a próxima quarta-feira, 2, antes de a proposta seguir para análise do Plenário.
O senador também foi questionado sobre a resistência de aliados de Flávio Bolsonaro à votação do fim da escala 6×1. O coordenador da campanha do candidato do PL, Rogério Marinho, já defendeu que a discussão fique para depois das eleições, enquanto o governo Lula trabalha para fazer a proposta avançar antes do primeiro turno. “Essa é uma ofensiva de quem não tem compromisso com os trabalhadores e, principalmente, com as mulheres trabalhadoras, que são as maiores beneficiadas com a redução da jornada de trabalho”, rebateu Rogério.

