O rebaixamento do Confiança para a Série D do Campeonato Brasileiro colocou não apenas o desempenho dentro de campo em discussão. O resultado também aumentou os questionamentos sobre o projeto da SAF azulina, principalmente em relação aos investimentos prometidos, à identidade de quem colocou dinheiro no negócio e ao retorno esportivo apresentado até aqui.
O presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), Milton Dantas, por exemplo, comparou o Confiança com o Botafogo-PB, e chamou atenção para a diferença entre os projetos já na montagem dos elencos. Citou Neném, contratado pelo clube sergipano, e Sassá, pelo paraibano, para argumentar que o investimento no futebol ajuda a explicar os caminhos diferentes tomados pelas equipes. “Repare na comparação, Neném e Sassá. Já começa aí a grande diferença”, afirmou.
Mas a cobrança mais pesada foi direcionada às contas da SAF. Milton questionou quem são, de fato, os investidores do Confiança e quanto cada um efetivamente colocou no projeto.
Um deles, segundo o presidente da FSF, teria assumido um compromisso de R$ 9 milhões e não realizado o pagamento. Milton não revelou a identidade do empresário e condicionou uma eventual divulgação do nome ao acesso a documentos que comprovem a operação. “Eu sei que um já deu calote de R$ 9 milhões, mas ninguém diz o nome desse empresário porque é gente grande do estado de Sergipe. Quando chegar na minha mão documento, eu vou dizer o nome dele”, disse.
Ele ainda contestou a informação de que R$ 18 milhões já teriam sido recebidos pela SAF e argumentou que é necessário separar o valor global previsto no negócio do dinheiro que efetivamente entrou no caixa. Segundo ele, parte dos recursos estaria prevista para ser paga ao longo de 15 anos e haveria compromissos ainda não cumpridos.


