A disputa pelas oito vagas de Sergipe na Câmara Federal começa a entrar em uma fase decisiva e, entre os nomes que mais ganharam força nas últimas semanas, dois passaram a chamar atenção de forma especial pelo grande crescimento de suas campanhas nas ruas e nas redes sociais: Márcio Macedo (PT) e Anderson de Zé das Canas (PSD).
No caso de Márcio, nos bastidores, acreditava-se, antes do início da campanha, que João Daniel estaria com uma base eleitoral mais sólida e que o ex-ministro não conseguiria superá-lo na disputa interna. No entanto, o que se vê hoje é uma campanha de Macedo que se agiganta, e a de JD que encolhe. Por isso, a expectativa é que, se for um nome pelo PT, deve ser o de MM, e o deputado hoje tenta fazer com que os demais nomes da legenda também cresçam para que o partido possa sonhar com a conquista de duas cadeiras.
Márcio ampliou sua presença nos municípios, reuniu apoios de lideranças políticas, movimentos sociais, populares e sindicais, e começou a transformar também a forte relação construída em Brasília em estrutura eleitoral dentro de Sergipe. Mas o fator que mais pesou nas últimas semanas foi o engajamento direto do presidente Lula em sua candidatura.
Ele foi um dos apenas dois candidatos a deputado federal no país que receberam um pedido direto de voto gravado pelo presidente. Lula não apenas declarou apoio ao ex-ministro como passou a reforçar publicamente sua importância para o projeto político que pretende construir no Congresso. O gesto deu ainda mais peso nacional à candidatura e consolidou Márcio como uma das apostas pessoais do presidente nesta eleição.
Anderson, que já era um nome forte, também vem turbinando sua campanha desde que passou a avançar ainda mais pelas ruas por todo o estado. Os atos têm sido intensos, não apenas no Agreste, e reforçam sua posição como um dos favoritos do partido na disputa, num movimento que ganhou ainda mais força após a discussão envolvendo o uso do tradicional chapéu de couro na fotografia da urna; que inicialmente poderia representar um problema jurídico, mas acabou ampliando sua identificação com o eleitorado, sobretudo no Sertão.
E em uma disputa bastante competitiva pelas oito cadeiras de Sergipe em Brasília, que, conforme antecipado pela Realce desde 2023, deverá ser uma das mais acirradas da história, os dois passaram a ocupar um espaço cada vez maior entre os nomes que efetivamente brigam por uma vaga.


