Faltando menos de três semanas para as eleições, a disputa pelas oito cadeiras de Sergipe na Câmara Federal também começa a ganhar um desenho mais claro nos bastidores. No entanto, a corrida, como vem sendo abordado pela Realce desde 2023, deverá ser uma das mais acirradas da história recente da política sergipana.
Vale ressaltar que as projeções trazidas nesta matéria são uma fotografia dos bastidores, com análises feitas com a classe política e não possuem valor científico; e que ainda pode mudar bastante até o dia da eleição.
Na federação União Progressista, a projeção hoje é de duas cadeiras. Yandra aparece com boas projeções para novamente estar entre os mais votados no geral. E a expectativa predominante é de que a disputa por uma possível segunda vaga fique principalmente entre Gustinho Ribeiro e Levi Oliveira. Mas, entre boa parte da classe política, a aposta é de que o vereador pode levar a melhor justamente pela capacidade de chegar ainda mais forte no momento decisivo. A força da chapa ainda deixa aberta a possibilidade de uma terceira cadeira, dependendo das sobras.
O PSD também aparece com duas vagas e, neste momento, Fábio Reis e Anderson de Zé das Canas levam vantagem nas projeções. O deputado pode novamente terminar a eleição entre os mais votados do estado, enquanto o ex-prefeito talvez seja o nome que mais mudou de patamar nas últimas semanas. Katarina Feitoza e Neto Batalha também seguem competitivos e podem se beneficiar caso o partido consiga chegar à terceira cadeira.
No Republicanos, a projeção inicial é de uma vaga, com Ícaro de Valmir aparecendo muito forte para conquistá-la, mas pode chegar a uma segunda, também dependendo das sobras. Já no PSB, Cláudio Mitidieri é colocado entre os nomes com melhores perspectivas para federal e hoje aparece como principal nome da chapa para garantir a cadeira projetada ao partido.
A conta do PT também começa com uma vaga. Márcio Macedo chega à reta final em grande crescimento com o apoio direto de Lula, que não tem poupado esforços para elegê-lo, e aparece hoje como a maior força da chapa, enquanto João Daniel sonha com a segunda cadeira. É uma das contas que ainda podem mudar até outubro, principalmente porque o PT também aparece entre os grupos que podem se beneficiar na disputa pelas sobras.
Já o PL ainda é uma das principais incógnitas. A tendência é que, com a eleição se afunilando, parte do eleitorado bolsonarista passe também a concentrar o voto para deputado federal em nomes mais alinhados com seu viés ideológico. Luizão Dona Trampi e Moana Valadares aparecem nessa disputa e o desempenho da chapa nas últimas semanas será decisivo para saber se o partido conseguirá entrar entre os oito.


