Entramos oficialmente na reta decisiva das eleições de 2026. Daqui a oito dias, no próximo domingo, os sergipanos irão às urnas para definir os rumos do estado pelos próximos quatro anos. E, pelo cenário construído até aqui, a principal expectativa para esses últimos dias está na disputa pelo Governo: saber se haverá segundo turno ou se a eleição será liquidada já no dia 4 de outubro.
Fábio Mitidieri (PSD) chega à última semana em uma posição que muitos imaginavam quando a campanha começou. O governador lidera a grande maior parte das pesquisas divulgadas e, na maioria delas, também já ultrapassa a barreira dos 50% dos votos válidos necessária para vencer no primeiro turno. França, ECM, Global e TWS estão entre os institutos que apresentaram esse cenário. Até a nova Quaest (SE-09343/2026), divulgada nesta semana pela TV Sergipe, colocou Fábio com 51,81% dos votos válidos.
É justamente isso que torna os últimos dias ainda mais importantes. Se no início da campanha a grande discussão era sobre quem chegaria em melhores condições a um eventual segundo turno, agora a pergunta passou a ser outra: haverá segundo turno? Os números mostram que essa possibilidade é grande, uma chance concreta de encerrar a disputa já no próximo domingo. O que acontecer até lá, nas ruas, nas agendas e, principalmente, no movimento final do eleitorado, dirá se uma eleição que durante meses foi projetada para outubro inteiro poderá terminar mais cedo do que muitos imaginavam.
Grande expectativa
É grande a expectativa da direita sergipana para a motocarreata marcada para as 10h deste domingo com o candidato à Presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro. A agenda foi confirmada pelo próprio Flávio e já havia sido antecipada com exclusividade à Revista Realce pelo deputado federal e candidato ao Senado Rodrigo Valadares.
Reforço importante
E por falar em Rodrigo, a agenda de Flávio Bolsonaro em Sergipe pode dar ainda mais fôlego ao candidato na corrida pelo Senado, principalmente na disputa pelo eleitorado conservador, que chega à reta final dividido entre diferentes candidaturas. Será, portanto, um reforço importante para o deputado justamente na última semana que antecede as eleições.
Quer apaziguar
Em meio aos embates que vêm marcando o PL de Sergipe nesta reta final, Moana Valadares fez um apelo a Luizão Dona Trampi para que as divergências sejam deixadas de lado. Candidata a deputada federal, ela defendeu que o momento é de união e pediu que o colega de partido vá às ruas trabalhar para que o partido consiga eleger dois deputados federais.
Candidato de Lula em Sergipe
A filha do saudoso Marcelo Déda, Luísa Déda, declarou apoio nesta semana à reeleição de Rogério Carvalho (PT) e enfatizou que o petista é o único candidato de Lula ao Senado em Sergipe. “Ser Lula é votar nos parlamentares que vão lutar com ele dentro do Congresso”, afirmou ao justificar sua escolha.
Filha de Lula em apoio
Filha do presidente Lula, Lurian Lula da Silva declarou apoio às candidaturas de Rogério e Márcio Macedo. Ela pode estar chegando a Sergipe na reta final das eleições.
De olho numa segunda vaga
O PSB chega à última semana de campanha de olho na possibilidade de conquistar uma segunda cadeira na Câmara Federal. Além de Cláudio Mitidieri, apontado nos bastidores como o principal nome da legenda, o crescimento de Elber Batalha e Marcos Santana aumentou a expectativa do partido e pode colocar a sigla na briga por mais uma das oito vagas de Sergipe.
Grave
Repercutiu neste final de semana a apreensão de cerca de R$ 65 mil em espécie durante uma abordagem policial entre Lagarto e Riachão do Dantas. Segundo informação divulgada pelo jornalista Narcizo Machado, o homem conduzido pela Polícia Civil teria ligação com o deputado estadual e candidato à reeleição Kaká Santos (UB). No veículo, também foram encontradas peças de campanha de Kaká e do candidato a deputado federal Thiago de Joaldo (Republicanos). A origem e a finalidade do dinheiro ainda serão apuradas.
Temendo rejeição?
Chamou atenção nesta semana o espaço dado por Valmir de Francisquinho (Republicanos) à imagem de Emília Corrêa em suas peças de campanha, enquanto sua candidata a vice, Priscila Felizola, aparece de forma mais discreta. Nos bastidores, a estratégia já tem sido vista como uma forma de evitar uma exposição maior da aliança de Valmir com o ex-governador Belivaldo Chagas, que já foi acusado de ter sido o algoz de sua prisão em 2018, pelo próprio candidato.
Não vê contradição
E por falar na aliança, Valmir afirmou à Realce nesta semana não enxergar contradição na aproximação com Belivaldo. Em outro momento, também foi questionado pela revista sobre suas críticas às casas de apostas e sobre o que efetivamente fez, enquanto prefeito de Itabaiana, para combater o jogo do bicho no município. O candidato, no entanto, se esquivou da pergunta e não apresentou uma resposta objetiva sobre quais medidas adotou durante suas gestões.


