Tem chamado bastante atenção nos bastidores da classe política o espaço dado, na campanha do candidato Valmir de Francisquinho (Republicanos), à sua candidata a vice-governadora, Priscila Felizola, e ao pai dela, Belivaldo Chagas.
A situação se assemelha à das eleições de 2024, quando o ex-governador foi candidato a vice e teve pouca exposição no projeto de Yandra (UB), justamente por conta da rejeição dele e que, na época, estaria afetando o desempenho da então candidata à prefeita, que era uma das principais adversárias de Emília Corrêa (Republicanos).
Agora, como já abordado pela Realce, nas redes sociais de Valmir e nos materiais da campanha, é possível perceber a pouca presença dos dois, enquanto a imagem da prefeita de Aracaju é explorada de maneira recorrente, chegando até mesmo a passar para o eleitor a impressão de que ela seria a vice da chapa. É um espaço que naturalmente seria de Priscila, mas que não tem sido ocupado por ela como deveria.
O motivo dessa distância seria justamente o temor da rejeição ao ex-governador, que governou Sergipe entre 2018 e 2022, além do peso da contradição envolvendo a aliança entre ambos, tendo em vista que o próprio Valmir, em diversas ocasiões, acusou Belivaldo de ter sido o algoz de sua prisão em 2018, no processo do Matadouro.


