As declarações de Érico Menezes, feitas nesses últimos dias sacudiram os bastidores da política sergipana e reforçaram pontos que Rodrigo e Moana Valadares vinham sustentando durante a crise interna do PL: a candidatura de Ricardo Marques seguia um caminho diferente daquele defendido pelo comando do partido.
Érico foi ainda mais direto ao afirmar que Ricardo teria entrado no jogo para “destruir o PL” ao fazer uma amarração com Valmir de Francisquinho (Republicanos).
A revelação chamou atenção principalmente porque Valmir havia chamado Ricardo anteriormente de “candidato laranja”, numa tentativa de atingir Rodrigo e sua liderança no PL. Agora, pela versão apresentada por Érico, o movimento nos bastidores teria ocorrido justamente no sentido contrário, e que seria “covardia” da parte dele permanecer no projeto sabendo disso.
A estratégia de Valmir e Ricardo, conforme as informações, visava tentar fazer o candidato do Republicanos chegar ao segundo turno, tendo em vista que a maioria das pesquisas apontam Fábio com chances de vencer já no primeiro.
O agora ex-candidato a vice também voltou a reforçar a versão de Rodrigo sobre o fundo eleitoral, afirmando que Ricardo já sabia que não receberia recursos da direção nacional do PL e que contaria apenas com o apoio financeiro da estadual, que teria feito economias para garantir R$ 300 mil à chapa. Segundo Érico, mesmo após conversas e tentativas de construir uma união interna, Ricardo não teria aceitado e seguiu fazendo críticas públicas a Rodrigo, além de adotar, conforme seu relato, uma postura agressiva em relação aos R$ 300 mil depositados inicialmente na conta da campanha do vice, cobrando que o recurso fosse transferido para sua estrutura.
Para Érico, essa sequência reforça sua avaliação de que Ricardo estaria atuando contra o próprio PL. Ele afirmou ainda possuir provas do que relatou e disse ter comunicado a situação a Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.


