Com a disputa pela Presidência da República seguindo para o segundo turno, em que Flávio Bolsonaro (PL) novamente enfrentará Lula (PT), a direita sergipana já começa a se mobilizar para fortalecer a campanha do presidenciável do PL no estado. O desafio será fazer isso em um Sergipe predominantemente lulista, como mostraram as urnas no último domingo, quando o petista venceu nos 75 municípios. Mas, antes disso, uma questão ainda precisa ser resolvida: as diferentes forças direitistas conseguirão se unir novamente em torno de um mesmo projeto e, principalmente, quem será capaz de liderar essa união?
Rodrigo Valadares e Moana Valadares naturalmente aparecem no centro desse movimento. Os dois tiveram a chancela direta do clã Bolsonaro nas eleições deste ano, liderando o palanque de Flávio.
Outro nome que pode exercer papel importante nessa construção é Capitão Samuel (UB), eleito deputado federal no último domingo. Inclusive, ele já anunciou que recebeu contatos nacionais para reforçar a campanha do presidenciável em Sergipe.
André David (Republicanos) já informou nas redes sociais que estará nas ruas em campanha por Flávio. Luizão Dona Trampi, que deixou a disputa pela reeleição na Alese para buscar uma cadeira na Câmara Federal, também integra esse núcleo dos nomes da direita, dentre outros.
O desafio será justamente reconstruir uma unidade que não existiu durante boa parte da eleição estadual. Com grupos e lideranças que seguiram caminhos diferentes no primeiro turno, a campanha de Flávio Bolsonaro passa a ser um novo ponto de convergência. Resta saber quem terá força política para reunir essas peças e colocar novamente a direita sergipana em torno de um mesmo projeto. O encontro marcado para hoje deve definir novos rumos.


