Na política, uma derrota do tamanho da sofrida por Valmir de Francisquinho (Republicanos) dificilmente termina no candidato derrotado. E é justamente por isso que o resultado deste último domingo, 4, deverá ser observado com atenção nos próximos meses, especialmente pela oposição.
A derrota de Valmir, por uma diferença superior a 200 mil votos, atingiu o principal projeto de poder do bloco à curto prazo e poderá produzir consequências diretas para Emília Corrêa e Edivan Amorim.
O primeiro sinal veio justamente de Aracaju. Emília entrou diretamente na campanha de Valmir e colocou o peso político de sua gestão na tentativa de elegê-lo governador. Ainda assim, Fábio Mitidieri (PSD) venceu na capital por quase 67 mil votos.
Para um grupo que saiu de 2024 comemorando a conquista do maior colégio eleitoral do estado, perder dois anos depois por tamanha diferença dentro desse mesmo território é um resultado que inevitavelmente muda muita coisa.
E é aí que começa o possível efeito dominó. Valmir era a aposta do grupo para chegar ao Governo e ampliar consideravelmente seu espaço de poder em Sergipe. Sua derrota não apenas interrompe esse projeto, como deixa Emília e Edivan diante da necessidade de reconstruir uma força que as urnas mostraram ser menor do que o próprio bloco imaginava. Principalmente porque os próximos projetos políticos do grupo inevitavelmente passarão pela força eleitoral da prefeita da capital.

