Sergipe já teve governadores que marcaram seus nomes na história pelas obras e transformações que promoveram. João Alves Filho, Albano Franco e Marcelo Déda são alguns dos principais exemplos. Cada um, em seu tempo e com suas características, deixou realizações que continuam fazendo parte da vida dos sergipanos. Agora, diante da reeleição histórica de Fábio Mitidieri (PSD), ainda no primeiro turno das eleições de 2026, surge uma pergunta: o atual governador conseguirá entrar para esse mesmo grupo?
O resultado das urnas já representou um passo importante. Fábio conquistou a reeleição com ampla vantagem sobre seus adversários, demonstrando força política e garantindo a continuidade de seu projeto administrativo até 2030. Mas, para além da vitória eleitoral, o governador tem pela frente uma oportunidade ainda maior: consolidar grandes investimentos e entregar obras que poderão marcar definitivamente sua gestão.
Quando se fala em grandes realizações, João Alves é lembrado por intervenções como a Orla de Atalaia, o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e a ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros. Albano Franco também deixou sua contribuição, com obras como o Teatro Tobias Barreto e a reestruturação dos mercados centrais de Aracaju. Já Marcelo Déda teve sua administração marcada por investimentos como a Rota do Sertão, a Ponte Joel Silveira e a Ponte Gilberto Amado, além de avanços na interiorização dos serviços públicos.
Fábio, por sua vez, já reúne uma série de projetos de grande porte. Entre eles estão a segunda ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, o Complexo Viário Maria do Carmo Alves, com investimento previsto de R$ 346 milhões, e o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), estimado em R$ 600 milhões. São intervenções que, quando concluídas, poderão modificar a mobilidade urbana e contribuir para o desenvolvimento econômico da Grande Aracaju.
No interior, a Adutora do Leite, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 600 milhões, também aparece entre os empreendimentos mais importantes da administração. A obra tem potencial para melhorar o abastecimento de água e fortalecer a produção leiteira no Alto Sertão, uma das principais atividades econômicas da região. E na educação, a expectativa já é grande para a primeira universidade estadual de Sergipe.
Na segurança pública, a redução dos índices de criminalidade se tornou uma das principais marcas do governo. São avanços que, embora nem sempre tenham a mesma visibilidade de uma grande obra, também pesam na avaliação de uma administração.
É evidente que Fábio ainda tem desafios pela frente. Algumas das principais intervenções dependem de conclusão, e o reconhecimento histórico de um governador não se constrói apenas com anúncios ou investimentos previstos. O que realmente faz a diferença é a capacidade de transformar projetos em benefícios concretos para a população. Nesse aspecto, o segundo mandato será decisivo para determinar a dimensão do legado que deixará.
A vantagem de Fábio é que ele chega a essa nova etapa com respaldo popular, força política e tempo para dar continuidade ao trabalho iniciado em 2023. A reeleição no primeiro turno não apenas fortaleceu sua liderança, como também elevou as expectativas em torno das entregas que poderão ser realizadas nos próximos quatro anos.

