A escolha do terreno para a construção de um novo cemitério público em Aracaju tem provocado uma nova polêmica na gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos). O projeto, previsto para ser implantado na área onde funciona a TV Atalaia, no bairro Santo Antônio, passou a enfrentar resistência de moradores da região, que questionam a localização escolhida pela Prefeitura e os possíveis impactos disso.
A proposta prevê a construção de um cemitério vertical ecológico, com capacidade inicial para 5 mil lóculos, buscando atender à necessidade de ampliação da estrutura funerária da capital. Para viabilizar o empreendimento, a Prefeitura declarou o terreno de utilidade pública para fins de desapropriação.
Entretanto, embora a necessidade de um novo cemitério seja reconhecida por parte da população, a decisão de concentrar o projeto no Santo Antônio tem dividido opiniões.
“Que ela faça esse eco cemitério, desde que não seja aqui no Santo Antônio, tem muitos outros lugares que se possa fazer, aqui tem lençóis freáticos e serão contaminados”, escreveu uma moradora. Outro usuário rebateu a preocupação, explicando que o modelo vertical não prevê sepultamentos diretamente no solo.
“Nós moradores não iremos concordar com essa ideia”, disse um internauta, sugerindo a utilização de um terreno nas proximidades da Rodoviária Nova, no Centro Administrativo. “Ninguém discute a necessidade de um novo cemitério. O que está em discussão é o local, totalmente inapropriado, dentro da cidade, no coração do bairro Santo Antônio”, comentou outro.
“Já ouviu a população? Pois é preciso ouvir os moradores porque uma decisão dessa não se torna assim não”, questionou uma internauta. “Prefeita, soa ruim a maneira como agiu, sem debate, sem estudos de impactos na comunidade, trânsito, lençóis freáticos”, escreveu outra. “O projeto é lindo, mas Aracaju tem tantos locais para colocar. Tem que tirar a TV Atalaia para poder fazer isso? Parece até brincadeira”, comentou mais uma.
Apesar das críticas, a iniciativa também recebeu manifestações favoráveis. Um internauta destacou que cemitérios já existentes, como o São João Batista e o particular Colina da Saudade, também possuem residências no entorno. Para ele, a construção representa uma iniciativa importante da atual administração. Outro usuário ressaltou que cemitérios verticais possuem características diferentes dos tradicionais e citou a existência de estruturas semelhantes em outras cidades brasileiras.
E Emília afirmou nesta segunda-feira, 2, que pretende receber uma comissão de moradores do Santo Antônio para apresentar o projeto. Segundo a Prefeitura, o projeto executivo deve ser concluído até o fim de 2026, e a obra ainda dependerá de licenciamento ambiental e outras autorizações.

