O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais deste ano, afirmou que não pretende revelar como conseguiu deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos, mesmo diante das investigações sobre as circunstâncias de sua saída do país. Em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, divulgada nesta quinta-feira, 5, o parlamentar declarou que organizou toda a viagem por conta própria e negou ter recebido qualquer tipo de auxílio.
“Foi tudo obra minha. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, afirmou Flávio. Questionado sobre os detalhes da operação, o senador foi categórico: “Como cheguei até aqui, levarei isso para o túmulo comigo”. Segundo ele, a decisão de deixar o Brasil foi tomada espontaneamente, em conjunto com sua esposa.
O assessor de comunicação da Casa Branca e aliado do presidente Donald Trump, Jason Miller, no entanto, confirmou ao Metrópoles que providenciou o jatinho particular utilizado pelo senador e seus familiares. O próprio Trump também confirmou ter autorizado a entrada de Flávio em território norte-americano.
A fuga ocorreu poucos dias depois da derrota de Flávio para o presidente Lula (PT), no segundo turno das eleições. O senador deixou o Brasil após a Polícia Federal solicitar a entrega de seus passaportes, atravessou a fronteira com a Argentina e seguiu para os Estados Unidos, com escala no Equador, chegando a Miami no dia 28 de outubro. As circunstâncias da viagem continuam sendo investigadas pelas autoridades brasileiras.


