As recentes declarações do CEO da SAF do Confiança, Diogo Lemos, têm provocado forte repercussão nos bastidores do futebol sergipano e ampliado o clima de rivalidade às vésperas da decisão do Sergipão, entre o Dragão e o Club Sportivo Sergipe, que farão amanhã, 7, o jogo de ida, às 16h, na Arena Batistão.
Segundo fontes da Realce, nos bastidores, dirigentes e torcedores demonstram incômodo com a condução das relações institucionais desde a chegada do executivo ao clube.
“É impressionante como alguém de fora chega aqui e não respeita ninguém. Um carioca agora no comando do maior clube do estado já brigou com o atual presidente da associação, que detém 15,5% das ações da SAF, já se desentendeu com a maior torcida organizada, com escolinhas de futebol e não tem boa relação com a federação”, afirmou uma delas.
Segundo essa mesma fonte, o clima de tensão também se estendeu para o rival histórico, o Sergipe, especialmente após as últimas declarações públicas envolvendo a final do Campeonato Sergipano. E nos bastidores, já há receio de que isso possa inflamar ainda mais as torcidas e prejudicar o clima esportivo em torno da decisão que inicia no fim de semana.
Tudo teria começado após troca de acusações entre os clubes. O Sergipe divulgou nota oficial denunciando um suposto assédio da SAF do Confiança a jogadores do seu elenco por meio de empresários, com o objetivo de levá-los para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. O clube afirmou que a situação ocorre em um momento decisivo da temporada e poderia interferir no ambiente da equipe.
Em resposta, Diogo Lemos negou qualquer tentativa de aliciamento e classificou a acusação como uma tentativa de desviar o foco de outro impasse envolvendo a final. Segundo ele, havia um acordo firmado entre as diretorias dos dois clubes e a Federação Sergipana de Futebol sobre a reciprocidade na carga de ingressos para os sócios das equipes, que teria sido posteriormente descumprido. “Foi apalavrado e colocado no papel. Depois o acordo não foi cumprido. Eu nunca tinha visto isso acontecer no futebol”, declarou.
O dirigente também afirmou que o Confiança sequer respondeu contatos de empresários ou atletas ligados ao Sergipe. “Recebemos mensagens, o que é natural no futebol, mas por respeito não entramos em negociação alguma. Desafio qualquer pessoa a provar que houve aliciamento”, disse.
Esse clima de rivalidade já provocou reflexos na segurança do clássico. Para a partida decisiva, as autoridades montaram um esquema considerado um dos maiores já registrados para jogos entre as duas equipes, com cerca de 600 policiais militares, 52 viaturas, aproximadamente 30 motocicletas, além de unidades especializadas como Choque, Canil e Rondas Ostensivas, e monitoramento por aproximadamente 270 câmeras.
Segundo um dirigente antigo do clube, se houver qualquer conflito entre as torcidas, Diogo Lemos deveria ser responsabilizado.
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