Faltando agora menos de seis meses para as eleições de 2026, o pleito começa a ganhar forma em Sergipe, especialmente após as recentes definições dos principais presidenciáveis no estado, que já têm seus palanques desenhados para disputar forças também na menor unidade da federação.
O movimento mais recente foi a consolidação do palanque do presidente Lula (PT). Com o alinhamento firmado em Brasília, ele caminhará no estado ao lado do governador Fábio Mitidieri (PSD) e do senador Rogério Carvalho (PT), formando um bloco que tende a ser um dos mais robustos do Nordeste.
Com isso, Fábio, que tem na gestão seu grande cabo eleitoral, justamente por dialogar com diferentes correntes ideológicas, passa a ganhar um reforço ainda mais forte. A chegada de Lula e de Carvalho ao palanque não apenas amplia esse alcance, como injeta um peso político e eleitoral significativo, com a combinação de investimentos federais e um potencial de votos que pode se aproximar da casa dos 900 mil no estado.
Do outro lado, a direita também já deu forma ao seu palanque em Sergipe, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderando a construção de um grupo que reúne Ricardo Marques (PL) como pré-candidato ao Governo do Estado, Rodrigo Valadares (PL) e Coronel Rocha (PL) na disputa ao Senado.
A única indefinição, neste momento, gira em torno de quem será o vice de Ricardo, com a tendência de que o nome saia do próprio PL, formando uma chapa puro sangue. Vale pontuar que ele, antes subestimado por seus agora ex-aliados, passa a crescer impulsionado pela reestruturação da direita e pela força do bolsonarismo, movimento semelhante ao que ocorre com o próprio Flávio em nível nacional, refletindo também em crescimento nas pesquisas.


