Em meio aos avanços das amarrações entre Belivaldo Chagas e Valmir de Francisquinho (Republicanos), as informações são de que as intenções por trás da movimentação do ex-governador vão muito além de apoiar o itabaianense na corrida pelo governo do Estado e estariam diretamente ligadas à sua pretensão de voltar ao comando de Sergipe, mesmo que indiretamente.
Isso porque Valmir segue sob forte insegurança jurídica. Mesmo colocado na disputa pelo Palácio dos Despachos, o ex-prefeito se mantém no jogo por meio de uma liminar considerada frágil, que pode cair a qualquer momento, antes mesmo da eleição ou até depois de uma eventual vitória nas urnas, cenário este que é extremamente remoto.
Assim, Priscila Felizola (Republicanos), que é o principal nome cotado para ser a vice de Valmir, surgiria naturalmente como o nome a ser colocado pelo agrupamento, caso ele volte a ficar inelegível ou tenha dificuldades para se manter no cargo em razão da quantidade de problemas judiciais que ainda enfrenta. É justamente essa instabilidade que alimenta a leitura de que Belivaldo estaria enxergando na movimentação uma brecha para recuperar influência direta sobre o comando político do Estado.
Mas nos bastidores, como já abordado pela Realce, lideranças de grande peso dentro do agrupamento de Valmir seriam contra a aliança. A avaliação é de que a aproximação com Belivaldo pode quebrar de vez o discurso do itabaianense contra o “sistemão”, já que ambos, até pouco tempo atrás, protagonizavam duras trocas de farpas e até graves acusações envolvendo a prisão do ex-prefeito de Itabaiana.


