Em meio ao clima de polarização entre lulistas e bolsonaristas, que segue marcando o cenário político nacional, a disputa também deverá se refletir em Sergipe nas eleições de 2026. Os dois principais campos políticos já contam com palanques definidos no estado e com nomes encarregados de defender os projetos nacionais de Lula (PT) e do clã Bolsonaro. Em 2022, somados, o petista e o ex-presidente Jair Bolsonaro receberam cerca de 1,284 milhão de votos no segundo turno na menor unidade da federação, deixando claro o peso eleitoral dessa polarização, que agora tende a influenciar também as disputas para o Senado, Câmara Federal e Governo do Estado.
No campo bolsonarista, o principal nome é o deputado federal Rodrigo Valadares (PL), escolhido pelo próprio clã Bolsonaro para liderar o novo palanque da direita em Sergipe. Candidato ao Senado, ele lidera o grupo formado por Ricardo Marques, candidato ao Governo do Estado, e Coronel Rocha, que também disputa uma vaga na Casa Alta.
Na corrida pela Câmara dos Deputados, o bolsonarismo aposta na vereadora Moana Valadares, que também deverá contar com o apoio da família Bolsonaro durante a campanha, e no deputado estadual Luizão Dona Trampi. Um dos bolsonaristas “raiz” no estado, ele abriu mão da disputa pela reeleição à Assembleia Legislativa após articulação com a direção nacional do PL para buscar uma vaga na Câmara Federal, reforçando a estratégia do partido de ampliar sua representação na Casa.
Do outro lado da polarização, o presidente Lula terá como principal representante em Sergipe o senador Rogério Carvalho (PT), que busca a reeleição e figura entre as prioridades da direção nacional petista. Ex-líder do PT no Senado e um dos parlamentares mais próximos do Palácio do Planalto, Rogério tem atuado como um dos principais defensores das pautas do governo federal no Congresso e já recebeu o apoio declarado de Lula para a disputa deste ano, integrando o palanque presidencial no estado ao lado do governador Fábio Mitidieri (PSD).
Na disputa pela Câmara dos Deputados, o principal nome do lulismo será o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Márcio Macêdo (PT). O próprio petista afirmou que sua candidatura foi um pedido do presidente Lula, diante da estratégia do partido de fortalecer sua bancada na Câmara. E durante a pré-campanha, MM vinha utilizando como principal trunfo político sua passagem pelo governo federal, destacando os investimentos viabilizados para Sergipe e a relação construída com prefeitos, lideranças e movimentos sociais em todo o estado, buscando ampliar a representação do campo governista no Congresso Nacional.


