A decisão da Prefeitura de Aracaju de retirar a VRS do sistema de transporte coletivo pode se transformar em mais um grande desgaste para a gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos). Nesta terça-feira, 25, trabalhadores da empresa voltaram a protestar, desta vez na Câmara Municipal, diante do risco de mais de 400 deles ficarem sem emprego.
Presente na Câmara, o vereador Fábio Meireles (PDT) criticou a forma como a Prefeitura conduziu a situação e classificou a decisão como errada. Segundo ele, os trabalhadores foram pegos de surpresa e não teriam sido avisados antecipadamente sobre a retirada da empresa, ao contrário do que chegou a ser informado pela gestão.
Meireles também questionou por que a VRS foi retirada enquanto a Modelo continua no sistema. De acordo com o parlamentar, a empresa acumula problemas com ônibus quebrados e atrasos em obrigações com funcionários. “De uma forma estranha, não retira essas empresas, mas retira a empresa que estava dando segurança ao pai de família e ao trabalhador”, afirmou.
Com trabalhadores nas ruas e reclamações de passageiros sobre ônibus lotados nos horários de pico, o caso começa a virar um novo problema para Emília. “São mais de 400 pais e mães de família que trabalham nessa empresa. A senhora vai poder absorver essas pessoas, prefeita?”, questionou Meireles.
O impasse começou após a Prefeitura de Aracaju encerrar, no último dia 18, o contrato emergencial da VRS e colocar a Boa Vista em seu lugar na operação. A decisão passou a ser questionada porque teria sido tomada sem consulta prévia ao Governo do Estado e às prefeituras de São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, que, junto com Aracaju, integram o Consórcio de Transporte Metropolitano. Nesta segunda-feira, 24, Fábio Mitidieri e os três prefeitos receberam representantes da VRS e dos cerca de 400 trabalhadores atingidos e decidiram que suas procuradorias vão analisar conjuntamente a legalidade da medida, além de solicitar esclarecimentos à Prefeitura de Aracaju. A gestão Emília, por outro lado, afirma que a substituição faz parte da reestruturação do sistema e que orientou a Boa Vista a priorizar a contratação dos funcionários da VRS.


