Conhecidos pelos memes e pelas brincadeiras com a política sergipana, com todos os grupos e independente de viés ideológico, o Lagartense Zueiro e o Sergipense Zueiro foram parar na Justiça após uma publicação envolvendo Valmir de Francisquinho (Republicanos), candidato ao Governo de Sergipe, que vem batendo recordes em ações judiciais contra lideranças e profissionais de imprensa nessas eleições.
A publicação que motivou a ação fazia uma brincadeira com as promessas de campanha de Valmir para a população mais necessitada. Na imagem, o candidato aparecia com um nariz de Pinóquio, numa referência bastante conhecida quando o assunto é ironizar promessas e discursos políticos.
Quem está por trás das páginas preferiu não se identificar, mas contou à Realce que trabalha com esse tipo de conteúdo há outras eleições e que nunca havia enfrentado uma situação semelhante. “Eu sempre fiz brincadeira com a política nas eleições, sem denegrir a imagem de ninguém, e é a primeira vez na vida que vejo uma postagem nossa ser derrubada. Sempre brinquei com todos os políticos, nenhum me processou. Valmir foi o único. Estou extremamente decepcionado”, afirmou.
As brincadeiras envolvem principalmente lideranças de Lagarto, onde o perfil ganhou força, como por exemplo, com o prefeito Sérgio Reis (PSD) e o deputado Gustinho Ribeiro (PP), mas também já alcançaram outros nomes de peso da política sergipana, como o governador Fábio Mitidieri (PSD), o senador Rogério Carvalho (PT), o ex-governador Belivaldo Chagas, André Moura (UB), e o senador Alessandro Vieira (MDB).
O caso acontece em meio a outras ações judiciais envolvendo Valmir e conteúdos publicados sobre ele. Como já abordado pela Realce, o ex-prefeito, que durante anos construiu uma narrativa de vitimização e de perseguição política, passou de vítima a algoz e, ao lado do Republicanos, tem recorrido sucessivamente à Justiça contra jornalistas, radialistas, páginas e até adversários políticos. A estratégia, porém, tem encontrado limites no próprio Judiciário, que em decisões recentes voltou a resguardar a crítica política e a liberdade de expressão.


