Passada pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais, as pesquisas de intenção de voto já começam a apresentar um panorama mais claro da disputa entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). E a mais recente delas mostrou um cenário apertado, com uma diferença de apenas dois pontos percentuais entre os candidatos, configurando um empate técnico.
Entre os levantamentos divulgados estão os do Datafolha (BR-02949/2026), PoderData/Aya (BR-08134/2026), AtlasIntel (BR-03663/2026), Ipespe (BR-00933/2026), DataTrends (BR-03576/2026) e Vox Brasil (BR-09623/2026). No Datafolha, Flávio aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula, resultado considerado empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Já o PoderData/Aya aponta 53% a 47%, enquanto o AtlasIntel registra 52,8% a 47,2%, ambos com vantagem superior às respectivas margens de erro. O Ipespe também coloca Flávio à frente, com 52,7% contra 47,3%. Em sentido contrário, o Vox Brasil apresenta Lula numericamente à frente, com 44,2% contra 42,7% dos votos totais, em empate técnico.
Nesta terça-feira, 13, uma nova pesquisa BTG/Nexus (BR-07997/2026) reforçou o cenário de disputa apertada. O levantamento apontou Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. O resultado mantém a vantagem numérica do senador, mas também demonstra a importância das próximas rodadas para avaliar eventuais mudanças no comportamento do eleitorado.
Do lado petista, a expectativa de uma virada nas urnas passa pela intensificação da campanha, pela conquista de eleitores que não votaram em Lula no primeiro turno e pela redução da abstenção. Outro ponto que ganhou atenção foi a atuação nas redes sociais, ambiente em que os bolsonaristas vêm apresentando melhor desempenho segundo levantamento do Ipespe (BR-00933/2026). A pesquisa mostrou que 47% dos entrevistados consideravam Flávio Bolsonaro o candidato com melhor campanha nas plataformas digitais, contra 32% que apontaram Lula.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro busca manter a mobilização construída no primeiro turno e ampliar sua base de apoios políticos. A presença de lideranças nacionais em diferentes estados, a realização de atos públicos e a atuação nas plataformas digitais fazem parte das movimentações da candidatura.


