2025 está chegando ao fim e definitivamente foi um ano a se esquecer para a oposição. Foram meses de disputas internas, jogos de vaidades, traições, denúncias graves e atropelos sem iguais que a deixaram totalmente sem rumo, desestruturada e sem unidade para iniciar 2026.
A polêmica mais recente envolve as decisões cada vez mais centralizadoras de Emília Corrêa (Republicanos), que assumiu para si a posição de líder absoluta do bloco, rebaixando Valmir de Francisquinho (Republicanos) ao papel de mero coadjuvante e deixando-o isolado das principais deliberações internas. A prefeita tomou para si a palavra final sobre os nomes para o Senado, excluindo de vez Adailton Sousa (Podemos) das possibilidades, movimento que repercutiu fortemente nos bastidores e levantou questionamentos sobre suas motivações: teria sido pura vaidade política ou um gesto de vingança?
Valmir reagiu afirmando que: “se ela (Emília) acha que o grupo é ela sozinha, então ela siga o caminho dela, que seguiremos o nosso, sem problema”.
O desgaste também veio do que se transformou em uma das maiores batalhas internas dos últimos anos na oposição: a disputa pelo comando do PL. De um lado, Edivan Amorim, buscando manter o partido como o balcão de seus negócios; do outro, Rodrigo Valadares, tentando consolidar a sigla como berço dos bolsonaristas, de fato. A guerra se estendeu por semanas até resultar no desfecho mais traumático possível para os Amorim: Rodrigo deu o golpe final, venceu a queda de braço e tomou o controle da legenda. Frustrado e sem espaço, o então presidente teve que migrar para o Podemos, partido de menor expressão, que hoje divide com Adailton.
Na capital, a situação não foi diferente. Emília, que assumiu a prefeitura com discurso de independência e combate ao chamado “Sistemão”, viveu um primeiro ano marcado por erros administrativos grosseiros, e que expuseram suas contradições como política. As crises na coleta de lixo, na mobilidade e no transporte público desgastaram rapidamente sua gestão. O rompimento com o vice-prefeito Ricardo Marques (Cidadania) apenas consolidou o ambiente de instabilidade, apesar deles tentarem negar.
Para completar o cenário desastroso, Valmir de Francisquinho foi novamente condenado por corrupção, no caso do Matadouro. A decisão praticamente enterrou qualquer possibilidade de que ele mantenha pretensões reais de disputar o Governo do Estado em 2026, algo que, pelos desgastes e rejeição que acumulou desde 2022, seria extremamente difícil mesmo que estivesse elegível.
No fim das contas, 2025 deixa para a oposição um saldo negativo de denúncias, traições e uma luta interna por poder que custou caro. E 2026, que já seria difícil, tende a ser ainda mais desafiador para um grupo que segue sem rumo, sem comando e, sobretudo, sem projeto comum.


