Após a aprovação na Câmara nesta semana do PL da Dosimetria, lideranças sergipanas de esquerda convocaram para este domingo, 14, às 16h, um ato em Aracaju, na Praia da Cinelândia, com o lema “Sem anistia para golpistas”. A mobilização tem sido amplamente divulgada nas redes sociais por parlamentares, movimentos sociais e partidos progressistas, que defendem a responsabilização integral dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e rechaçam qualquer iniciativa que resulte em redução de penas ou anistia.
A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) afirmou que a aprovação do PL da Dosimetria abre margem para interpretações que podem favorecer criminosos condenados por ataques à democracia. Segundo a parlamentar, “não é aceitável que o Congresso avance em projetos que sinalizam conivência com quem atentou contra o Estado Democrático de Direito”, reforçando a necessidade de pressão popular contra o que chamou de “retrocesso institucional”.
Já a vereadora Sônia Meire (PSOL) também utilizou as redes sociais para convocar a população ao ato, classificando o projeto como uma ameaça direta à democracia. Em sua publicação, a parlamentar destacou que a mobilização tem como objetivo “denunciar um Congresso que atua para blindar golpistas, enquanto ignora pautas urgentes da população”, defendendo que crimes graves não podem ser relativizados por meio de mudanças legislativas.
O PT em Sergipe, que garantiu o único voto contrário da bancada sergipana na Câmara, com João Daniel (PT), também entrou na mobilização e convocou o ato por meio de seus canais oficiais, destacando que a manifestação faz parte de um movimento nacional contra qualquer tentativa de anistia. O texto avança para o Senado, onde o senador Rogério Carvalho (PT) já mostrou seu posicionamento contra.
Por outro lado, a direita segue defendendo a anistia ampla, geral e irrestrita, associando a aprovação do PL da Dosimetria a um avanço no debate sobre o que considera excessos nas condenações. O deputado federal Rodrigo Valadares (UB) tem sido um dos principais defensores dessa tese, assim como Moana (PL) e Luizão (UB), sustentando que a revisão das penas é necessária e que o país precisa avançar para um processo de pacificação nacional, incluindo a concessão de anistia aos condenados.


