A vereadora e esposa do deputado federal Rodrigo Valadares (UB), Moana Valadares (PL), tem publicado diversas mensagens enigmáticas em suas redes sociais, sugerindo que há muito a ser contado sobre o que ocorreu por trás das cortinas na mudança do comando do Partido Liberal em Sergipe. E essas insinuações, carregadas de indiretas, fizeram crescer a expectativa nos bastidores sobre o que, de fato, aconteceu.
A princípio, conforme informações já trazidas pela Realce, os movimentos teriam sido articulados diretamente por Rodrigo junto à direção nacional da legenda e com Bolsonaro, resultando no esvaziamento do poder de Edivan Amorim, que por anos controlou o PL em Sergipe e transformou a sigla em seu principal balcão de negócios, saindo humilhado nacionalmente.
Essa mudança teve efeito imediato, aprofundando uma crise que já vinha se desenhando na oposição, marcada por vaidades, disputas de poder e falta de unidade. O resultado foi uma debandada significativa: nomes como Emília Corrêa, Talysson de Valmir, Valmir de Francisquinho, Adailton Sousa e Marcos Oliveira deixaram o PL, isolando ainda mais Rodrigo dentro do próprio bloco oposicionista. Além disso, Edivan e Eduardo Amorim passaram a rotular Valadares como “traidor”.
E foi nesse contexto que Moana entrou em cena. Diante das críticas e do desgaste imposto ao marido, a vereadora e atual presidente do partido no estado reagiu com ameaças de “contar a verdade”, deixando claro que, em sua versão, há fatos omitidos e acordos mal explicados nesse processo, ressaltando também que “há muito lobo em pele de cordeiro” em Sergipe.
Vale lembrar que, nos bastidores, a informação também é de que a mudança no PL faz parte de um movimento nacional para reposicionar a legenda como um partido essencialmente bolsonarista. Um perfil que não comportaria figuras como Edivan, Emília e aliados, frequentemente acusados de se manterem em cima do muro em pautas caras ao bolsonarismo.
O silêncio de Moana, por ora, segue tão barulhento quanto suas ameaças. E a depender do que fale, a situação, que já não está nada boa para a oposição, só tende a piorar quando a “verdade” vir à tona.


