Como antecipado pela Realce, agora sem a obrigação de manter um clima harmonioso com André Moura (UB) numa mesma composição, o espaço fica totalmente aberto para o delegado e senador Alessandro Vieira (MDB) direcionar críticas mais duras e construir um cenário potencialmente desconfortável para o ex-deputado, e isso já tem ficado claro.
O senador voltou a disparar, nesta segunda-feira, 2, sua artilharia contra André, reforçando a declaração de que o ex-deputado teme ser acordado pela Polícia Federal. Para embasar sua fala, ele citou as possíveis relações de Moura com Bacellar, com Lequinho, envolvido no escândalo do INSS, entre outros.
“O Bacelar, deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, denunciado como líder do braço político do Comando Vermelho. Na listinha de secretários de um futuro governo dele, o primeiro nome que aparece é André. Quando você vai ver a máfia do INSS em Brasília, o cara que é preso porque recebeu 2, 3, 4 milhões de propina para poder fazer aquela máfia lá em Brasília vai para a listinha indicada de André no governo Temer. Essas relações existem. Então, aqui em Sergipe, quem é um sergipano preso, envolvido na máfia, que roubou dinheiro dos velhinhos aposentados? É o parceiro político de André, Lequinho, ex-vereador de Umbaúba”, disse Alessandro.
Com André já convocado e tendo confirmado que deverá comparecer para depor na CPMI do INSS, a expectativa nos bastidores é de que a tensão se intensifique ainda mais nas próximas semanas.


