A decisão da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, de sancionar uma lei que restringe o uso de banheiros femininos por mulheres trans voltou a provocar debates nas redes sociais e no meio político. A medida determina que os espaços sejam utilizados apenas por “mulheres biológicas” e foi aprovada pela Câmara Municipal da capital sul-mato-grossense por 13 votos a 11.
Em Aracaju, o tema já começou a ser defendido para discussão pela vereadora Moana Valadares (PL). Em publicações nas redes sociais, a parlamentar afirmou que “temas difíceis não podem ser ignorados por medo de cancelamento” e declarou que o debate também precisa acontecer na capital sergipana.
O projeto em Campo Grande foi apresentado pelo vereador André Salineiro e também estabelece critérios biológicos em testes físicos de concursos públicos e restrições ao apoio municipal a eventos esportivos que não considerem o sexo biológico das participantes.
A medida acabou dividindo opiniões e provocando forte repercussão jurídica e política no Mato Grosso do Sul, com discussões envolvendo movimentos sociais, OAB e Ministério Público.


