A disputa pela Câmara Federal em Sergipe em 2026, que será uma das mais acirradas da história, já começa a desenhar um cenário em que alguns nomes largam com ampla vantagem competitiva, seja pela força dos mandatos, pela estrutura política construída ao longo dos últimos anos ou pelo peso dos grupos que representam.
Entre os nomes mais fortes está o deputado federal Fábio Reis (PSD), que chega respaldado pela força do grande grupo político que construiu no interior, especialmente em Lagarto, além da musculatura de um mandato que já ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão enviados para Sergipe ao longo dos últimos anos. A influência do irmão, o prefeito de Lagarto, Sérgio Reis (PSD), que coordenará sua campanha, também deve ser peça fundamental.
Outro nome que aparece consolidado é o da deputada federal Yandra Moura (UB). Considerada por muitos uma das grandes revelações recentes da política sergipana, ela chega para 2026 impulsionada não apenas pela expressiva votação de 2022 e a estrutura de seu pai, mas também pela atuação em Brasília, onde conseguiu construir imagem de parlamentar atuante.
Quem também surge extremamente fortalecido é Cláudio Mitidieri (PSB). {le entra na corrida com forte visibilidade conquistada à frente da Saúde e cercado por uma ampla estrutura política. Não à toa, já é tratado como um nome com potencial para figurar entre os mais votados da eleição.
A deputada federal Katarina Feitoza (PSD) também chega em posição privilegiada. Além da estrutura consolidada do mandato e da forte capacidade de articulação política, a delegada deve ter como uma de suas principais bandeiras a segurança pública, justamente um dos marcos da gestão do governador Fábio Mitidieri (PSD), de quem tem apoio.
No campo da oposição, o deputado federal Ícaro de Valmir (Republicanos) aparece hoje como um dos nomes mais viáveis eleitoralmente. Ele herda naturalmente parte importante do eleitorado do pai, além de chegar respaldado por um mandato considerado atuante. Nos bastidores, muitos já avaliam que ele pode acabar sendo o principal, ou até o único, nome competitivo da oposição para garantir vaga na Câmara dentro dos grupos oposicionistas.
Já Moana Valadares (PL) entra como uma das apostas mais fortes da direita sergipana. Impulsionada pelo bolsonarismo, pela força política de Rodrigo Valadares (PL) e pelo crescimento das pautas conservadoras no estado, ela chega muito forte principalmente na capital e nas redes sociais. Ainda assim, aliados reconhecem reservadamente que ela terá dificuldades para atingir o coeficiente necessário. O temor dentro do PL é justamente que, mesmo com votação expressiva, a chapa não alcance força suficiente sem outros puxadores de votos competitivos.
Outro nome que começa a ganhar atenção nos bastidores é Levi Oliveira (PP). Ele pode acabar se transformando em uma das grandes surpresas da eleição, principalmente pelo peso político do apoio do senador Laércio Oliveira (PP), que deve atuar diretamente no fortalecimento da pré-campanha do sobrinho.


