A federação entre União Brasil e Progressistas tem movimentado fortemente os bastidores da política sergipana para 2026. Com projeções que giram entre seis e até sete cadeiras na Assembleia Legislativa de Sergipe, o bloco desponta como uma das maiores potências da próxima eleição proporcional e pode ocupar quase um terço das vagas da Casa. Mas, junto da força eleitoral, cresce também uma disputa interna que promete transformar a montagem da chapa em uma verdadeira guerra de sobrevivência política.
Hoje, as siglas já somam nomes consolidados na Alese e a expectativa da federação é ampliar ainda mais esse espaço com novas candidaturas competitivas.
Nos bastidores, existe praticamente um consenso de que Cristiano Cavalcante, Kaká Santos, Netinho Guimarães e Lidiane Lucena largam como alguns dos nomes mais fortes da federação. Todos chegam com estrutura política consolidada, presença regional e capacidade de transferência de votos. Logo atrás, aparecem Marcelo Sobral, que tem se destacado pela atuação do mandato e que conta com uma forte base em Itaporanga; Pato Maravilha e Pastor Diego, que também entram na disputa com potencial competitivo para buscar uma vaga dentro do chamado “chapão”.
E é justamente esse excesso de nomes fortes que começa a gerar tensão interna. A avaliação de lideranças da própria federação é de que haverá mais candidatos competitivos do que vagas disponíveis, criando uma disputa direta dentro do grupo. Nesse cenário, nomes que antes seriam considerados favoritos naturais passam a enfrentar risco real de ficarem pelo caminho.
Um dos casos mais delicados é o da ex-prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro. Após a derrota do seu agrupamento político em 2024 e diante da perda de força em parte do seu principal reduto eleitoral, a ex-gestora chega para 2026 em uma situação bem mais difícil do que em eleições anteriores. Dentro da federação, a percepção é de que ela precisará reconstruir base e recuperar musculatura política rapidamente para conseguir sobreviver em uma chapa considerada uma das mais competitivas do estado.


