O deputado estadual Luizão Dona Trampi (PL) voltou a criticar pautas defendidas por setores da esquerda e direcionou parte de sua fala ao debate sobre a liberação das drogas. O parlamentar afirmou que aqueles que defendem a flexibilização da legislação sobre entorpecentes não aceitariam esse tipo de realidade dentro da própria família.
Ao abordar o tema, em conversa com a Realce, Luizão questionou se os defensores da descriminalização ou da legalização de drogas estariam dispostos a oferecer substâncias ilícitas aos próprios filhos e netos. Como exemplo, citou cocaína, crack e maconha para sustentar o argumento de que essas pessoas, segundo ele, não desejariam isso para seus familiares.
“Perguntem se eles chegam em casa com um pino de cocaína e dão para os filhos cheirarem. Perguntem se chegam com uma pedra de crack para os filhos fumarem. Perguntem se levam um cigarro de maconha para os filhos e netos fumarem. Eles não querem isso para a família deles”, afirmou o deputado.
No debate sobre a política de drogas no Brasil, parte dos partidos e movimentos identificados com a esquerda defende a revisão do atual modelo proibicionista, com propostas voltadas principalmente para a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal, especialmente da maconha, além da ampliação de políticas de redução de danos e do tratamento da dependência química como questão de saúde pública. Essas propostas não significam, necessariamente, a defesa da legalização irrestrita de todas as drogas, como cocaína e crack, tema sobre o qual não há consenso entre as legendas de esquerda e que permanece proibido pela legislação brasileira.

